Publicado em: 14/01/2026
A aluna do quarto ano do curso de Biologia da Universidade de Araraquara – Uniara, Nádia Gabriela da Silva, está em Londres desde dezembro, pois foi contemplada com uma bolsa de Iniciação Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP, pelo projeto “Spatial and Temporal Patterns of Poaching in Brazil ”. Ela é orientada pelo professor Márcio Leite de Oliveira e o estágio com duração de quatro meses termina no final de março.
“Já possuo uma bolsa de Iniciação Científica pela FAPESP, na qual me dedico a pesquisar e caracterizar a caça ilegal no Brasil. Agora, consegui a Bolsa de Estágio em Pesquisa no Exterior - BEPE, financiada também pela FAPESP, que é um complemento do meu projeto de Iniciação Cientifica”. “Estou trabalhando com um pesquisador da Zoological Society of London, Marcus Rowcliffe e estou analisando dados para entender padrões temporais e espaciais de caça no Brasil, como épocas, períodos de maior intensidade de caça e regiões de maior intensidade de caça. A conquista dessa bolsa é um grande passo na minha carreira acadêmica, profissional e acredito que ela irá me abrir muitas portas e me possibilitar adquirir muito conhecimento”.
“ A experiência em Londres tem sido ótima. Tenho aprendido bastante, tanto na parte acadêmica quanto na vivência cultural. Conhecer pessoas de vários países, ver novas formas de trabalhar e viver a dinâmica da cidade tem contribuído muito para o meu crescimento pessoal e profissional”, ressalta a aluna.
Oliveira revela que “ todo aluno de iniciação cientifica da FAPESP pode pleitear dentro do processo dele na graduação em pesquisa cientifica, uma bolsa de estágio em pesquisa no exterior, ao qual chamamos de BEPE. Como tenho uma parceria com o pesquisador na Inglaterra, Marcus Rowcliffe, entramos em contato com ele, durante a sua vinda ao Brasil e ele aceitou receber a Nádia neste estágio. Mandamos essa proposta à FAPESP que gostou do projeto dela de iniciação cientifica e a Nádia foi contemplada com quatro meses de estágio e bolsa de estudos no exterior, de dezembro de 2025 a março de 2026”, relata o orientador.
“A aluna está no Instituto de Zoologia da Zoological Society of London, que é uma das instituições de zoologia mais antigas e que realizam as pesquisas mais avançadas do mundo, do ponto de vista de zoologia e conservação. No instituto, ela continuará com o seu projeto de forma mais específica e tentará entender em nível nacional, no caso do Brasil, os padrões temporais e espaciais na atividade de caça ilegal”. “O projeto da Nádia tem como aplicação facilitar as atividades de fiscalização da caça no Brasil e assim, melhorar a situação das nossas espécies que estão nessa extinção”, afirma o orientador.
Oliveira lembra ainda que “do ponto de vista da instituição , é importante que os alunos tenham essa experiência internacional porque, faz parte da aprendizagem ter conhecimentos de novas culturas e de instituições diferentes daquilo que eles estudam por aqui, porque, quando eles voltam para a Uniara trazem essas novas experiências para ensinar aos seus colegas, principalmente aqueles que são do mesmo laboratório de ciência da conservação”, revela o orientador.
Para a coordenadora do curso, Teresa Kazuko Muraoka, este tipo de experiência é importante porque “ não só para a aluna, que trará uma bagagem de conhecimento para sua vida e formação, mas também para o curso, já que ela compartilhará essa experiência com os seus colegas do grupo de conservação ao qual participa e que é liderado pelo professor Márcio. Ela também se torna inspiração para outros alunos que estão entrando agora no curso”, finaliza.
Informações sobre o curso de Biologia da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.
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