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Carros seminovos agradam consumidores

Por: JULIANA MARÇOLA ANGELO

13/06/2017

Ainda há brasileiros que enxergam o automóvel como um investimento. Dessa maneira, a modalidade de financiamento mais comum no Brasil é o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) . Pelo CDC, o consumidor realiza um empréstimo em um banco para comprar o carro. O veículo fica de posse do comprador, mas não pode ser negociado até que sejam pagas todas as prestações.

Segundo informações do site http://www.investimentosenoticias.com.br em abril,  deste ano, o volume total de veículos financiados foi de 289 mil unidades, mas o segmento que mais cresceu foram os automóveis leves com 9 a 12 anos de uso, que subiu 34,4% na comparação entre 2016 e 2017.

Após dois anos de quedas consecutivas, o mercado dos carros 0km mostrou uma pequena melhora nesse primeiro semestre de 2017. Mas são os usados, ou tradicionalmente conhecidos como seminovos, que agradam o bolso do público. De janeiro à abril de 2017, o mercado apresentou um aumento de 6,75%, com relação ao mesmo período de 2016, conforme o referido site.

Segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores ( Fenabrave), os modelos de usados e seminovos mais vendidos no Brasil, em abril desse ano, foram os tradicionais Gol, da Volkswagen; Fiat Uno, Fiat Pálio; Celta e Corsa (Chevrolet).

Para saber se um carro seminovo compensa mais que um carro 0km, é necessário levar em consideração fatores importantes. O garagista Samuel Angelo Júnior, de Araraquara (SP), explica que um desses fatores é o preço. “ Você pode começar fazendo uma pesquisa de preços em sites especializados para saber se o valor do veículo está de acordo com o preço médio do mercado. Alguns sites como WebMotors podem facilitar na hora da pesquisa”. Júnior ainda explica que, para a comparação, é necessário observar o mesmo modelo, ano, equipamentos do veículo e a região em que está, pois os preços podem sofrer alterações em diferentes lugares.

A aparência também deve ser analisada. É necessário observar as condições gerais do veículo, tanto externa quanto internamente. “Além dos pneus e a parte externa, é preciso observar se os opcionais funcionam corretamente, como vidro elétrico, trava elétrica, se o ar condicionado e o ar quente exercem suas funções, se a direção hidráulica não faz barulho e se o veículo possui a chave cópia, que é de extrema importância. Além disso, é recomendável procurar um mecânico de confiança para analisar se existe algum vazamento, o funcionamento do motor, suspensão, se a quilometragem é condizente ao estado do veículo. São coisas que passam despercebidas aos compradores”, complementa o garagista.

Documentação

“Uma questão muito importante para se levar em consideração também, é a parte de documentos do veículo. Existem sites abertos ao público que podem ajudar, como o DETRAN, mas é uma pesquisa superficial pois é restrita ao estado de SP. Às vezes, a pesquisa pode estar sendo feita aqui e o veículo possui débito em outro Estado, que não aparece. Por isso é preferível procurar ajuda de um despachante, que possui maior recurso para essas observações em base nacional, evitando uma grande dor de cabeça”, comenta Júnior.

“Eu indicaria ainda a procura de uma vistoriadora profissional, que vai conseguir uma análise definitiva do carro, observando possíveis danos estruturais que foram ‘maquiados’, além de um histórico completo desde a concessionária. Pode valer a pena gastar um pouquinho mais e ter a tranquilidade sobre o que está comprando”, finaliza.

Publicada em 13/6/2017 às 21h23.



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