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Docentes de Biologia da Uniara têm projeto sobre impactos da pressão de caça em ecossistema florestal aprovado pela FAPESP

Publicado em: 04/04/2025

 Os docentes do curso de Biologia da Universidade de Araraquara – Uniara, Márcio Leite de Oliveira e Guilherme Gorni Rossi, tiveram o projeto “Impactos da pressão de caça em ecossistema florestal”, denominado Projeto Anhangá, aprovado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP com um financiamento para três anos de pesquisa.


“Este é um projeto aprovado pela FAPESP com um financiamento robusto para três anos de pesquisa. Compreender a distribuição espacial e temporal da caça é fundamental para a gestão de áreas protegidas, bem como para entender seus impactos na fauna. Essa compreensão também possibilita direcionar patrulhas para áreas de maior pressão de caça. Uma forma promissora de estimar a pressão de caça é por meio do uso de gravadores bioacústicos autônomos associados a ferramentas de inteligência artificial. Entretanto, é necessário desenvolver um processo tecnológico para se descrever com precisão a distribuição espacial e temporal da caça e, juntamente com um monitoramento em paralelo da fauna, entender os seus impactos no ecossistema”, afirma Oliveira.


De acordo com ele, “com a pesquisa, pretende-se estimar a pressão de caça no espaço e no tempo e avaliar seus efeitos sobre as espécies de ungulados florestais e o ecossistema”. “Para isso, montaremos uma grade amostral de cinco mil hectares no Parque Nacional do Iguaçu, onde cada uma das 26 parcelas contará com um gravador bioacústico e três armadilhas fotográficas, que funcionarão por dois anos. Também realizaremos um experimento prévio para gravar estampidos de diferentes tipos de armas e munições a diferentes distâncias dos gravadores, visando treinar algoritmos para a identificação desses sons”, relata.


“Desenvolveremos dois processos tecnológicos baseados em algoritmos de inteligência artificial. O primeiro será um sistema para a análise automatizada dos registros obtidos pelas armadilhas fotográficas, com extração de dados associados a esses registros, e consequente modelagem de ocupação, estimativas de densidade e de período de atividade de múltiplas espécies. O segundo será um processo prático para o uso de gravadores bioacústicos, com análise automatizada dos dados via inteligência artificial, para detectar atividades de caça e direcionar patrulhas. Pretendemos avaliar o impacto da caça no ambiente, testando sua influência na densidade, ocupação e atividade dos ungulados, bem como avaliando a contaminação do solo por chumbo e a consequente intoxicação de oligoquetas”, explica Oliveira.


O docente conta que “esse projeto é uma grande parceria de várias entidades e, na Uniara, estamos eu e o professor Guilherme Rossi Gorni. Eu na parte da caça e das populações selvagens, e o Guilherme na parte de contaminação do solo”. “Envolve ainda instituições como o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade – ICMbio, a Universidade Federal do Paraná e um perito do Instituto de Criminalística do Estado de São Paulo, além do pesquisador da Zoological Society of London – ZSL, do Reino Unido, Marcus Rowcliffe”, finaliza.


Mais informações sobre o curso de Biologia da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.

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