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Professor da Uniara fala sobre a fisioterapia respiratória, que ganhou destaque em razão da pandemia
Publicado em: 26/01/2022
Nas últimas semanas, o mundo tem apresentado novos recordes de infectados por Covid-19. Nesse contexto, existem pessoas com quadros mais graves da doença, o que exige, em muitos casos, a fisioterapia respiratória, entre outros tratamentos, no período de reabilitação. O professor do curso de Fisioterapia da Universidade de Araraquara – Uniara, Luis Gustavo Pozzi, fala sobre essa especialidade.
“Já bastante consolidada, a fisioterapia respiratória recentemente ganhou maior destaque em razão da pandemia causada pelo novo coronavírus. Esse profissional atua no atendimento hospitalar e ambulatorial, dando suporte tanto a pacientes que tiveram um agravamento inicial quanto àqueles que desenvolveram sequelas associadas ao contexto da doença”, conta o docente.
Ele menciona que uma parte dos acometidos necessita de atenção especial nos dias e meses subsequentes ao período de recuperação, “pois apresentarão perda de capacidade física”. “São indivíduos que podem ter passado por hospitalização ou até mesmo por situações menos graves, nas quais os cuidados são domiciliares. A imobilidade no leito hospitalar leva à diminuição das capacidades respiratórias e cardiovasculares, fator que por si só já evidencia a importância da reabilitação”, ressalta.
Entretanto, de acordo com Pozzi, além do tempo de internação, das comorbidades e do estado prévio de cada um, essa perda de capacidade pode ser acentuada pelos comprometimentos relacionados à Covid-19. “As sequelas dessa doença podem também estar presentes mesmo em casos em que a hospitalização não foi necessária, e manifestam-se principalmente como fadiga, fraqueza muscular, falta de ar e dor nas articulações”, relata.
Dessa forma, a reabilitação visa a ampliar os resultados da recuperação, “para que o paciente retome sua independência e melhore sua força e a eficiência respiratória, reduzindo a fadiga”. “As sessões de fisioterapia podem englobar higiene brônquica, caso necessário; exercícios respiratórios; treinamento aeróbio em bicicleta ergométrica, esteira ou caminhada; treinamento de força muscular para membros inferiores e superiores, e treinamento de equilíbrio”, detalha o professor.
Inicialmente, segundo ele, os atendimentos são individualizados, mas podem ser realizados em grupos à medida em que os pacientes apresentam melhora de suas capacidades físicas. “A intensidade de treinamento físico é prescrita de acordo com uma avaliação prévia, sendo adequada a cada indivíduo, o que evita a realização de atividades contraindicadas. Durante as sessões, os pacientes são constantemente monitorados com a verificação de saturação de oxigênio, frequência cardíaca, pressão arterial e sensação subjetiva do esforço realizado”, explica Pozzi.
Ele ressalta que a alta do processo de reabilitação será embasada na evolução diária do paciente, em testes específicos para avaliar os ganhos de capacidade física e também no relato do próprio paciente quanto às queixas. “O tempo para que ocorra pode variar muito, sendo que alguns participantes podem permanecer durante meses até que os sintomas desapareçam. Adicionalmente, na alta, os participantes receberão orientação para darem sequência na realização de exercícios, uma vez que, durante as sessões de reabilitação, foram conscientizados sobre a importância da prática regular de atividade física”, finaliza o docente.
Informações sobre o curso de Fisioterapia da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.
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