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Como TCC, aluna da Uniara desenvolve cartilha de exercícios para mulheres no período inicial do diagnóstico do câncer de mama

Publicado em: 02/12/2021

A aluna da graduação de Fisioterapia da Universidade de Araraquara – Uniara, Bárbara Azevedo Pinto, desenvolveu uma “Cartilha instrucional de exercícios da cintura escapular para mulheres no período pré-habilitação do câncer de mama”, orientada pelo professor André Capaldo Amaral, e a apresentou como Trabalho de Conclusão de Curso - TCC. A banca avaliadora remota contou com pesquisadoras do Instituto Nacional de Câncer – INCA do Rio de Janeiro.

“Meu trabalho teve como objetivo construir uma cartilha para mulheres no período inicial do diagnóstico do câncer de mama, que atualmente é um dos que mais acomete as mulheres no Brasil e no mundo, e um desafio para a saúde de modo geral. Um dos problemas relacionados ao câncer são as sequelas do tratamento oncológico, que envolvem o linfaedema, redução de movimento, fraqueza muscular e dor na região do ombro, entre outras manifestações”, contextualiza Bárbara.

Ela acrescenta que estudos atuais “apostam no período de pré-habilitação como estratégia de tratamento, sendo que esse período inicia-se com o diagnóstico e termina no momento em que o tratamento oncológico começa”. “Nele, é possível identificar se já existem disfunções no ombro e preparar essa região para o tratamento oncológico. Podemos entender que o período pré-habilitação é como o pré-operatório, e nele precisamos realizar exercícios específicos para a região que será operada/tratada”, explica.

No cenário da pandemia do coronavírus – Covid-19, a ideia, de acordo com a estudante, foi criar um material que pudesse ser utilizado em domicílio, acessível e com uma linguagem compreensível. “Escolhemos os exercícios de acordo com as disfunções mais manifestadas na literatura, tiramos fotos de cada exercício e montamos a cartilha. Concluímos que esse material foi elaborado com sucesso, e pretendemos continuar os estudos para sua possível aplicação e divulgação”, conta Bárbara.

O estudo, em sua visão, é de grande relevância “pelo fato de não termos encontrado, na literatura, alguma cartilha semelhante à nossa para o período pré-habilitação”. “Não é apenas uma cartilha com fotos e instruções, mas também uma forma de motivar as pacientes a enfrentarem os desafios e entenderem a importância do exercício. É uma forma de demonstrar acolhimento, empatia e dedicação por essas pacientes, e ajudá-las a buscarem um bom prognóstico com uma boa qualidade de vida”, destaca.

Bárbara menciona que seu orientador, Amaral, “abraçou” sua ideia e a incentivou a correr atrás dos seus sonhos, e “também com a coorientação da professora Anke Bergmann, do INCA, que sempre foi muito atenciosa e humilde, e me acolheu e compartilhou o seu rico e vasto conhecimento em relação ao câncer de mama”. “Ela é uma pessoa de domínio e excelência na área, e eu pude ter esse contato, o que foi riquíssimo para a minha construção e formação. Foi um enorme aprendizado. Outra profissional importante para a realização desse trabalho foi a fisioterapeuta Sarah Felicio, que me auxiliou com os exercícios e foi minha modelo para as fotos”, completa.

Amaral reforça que a cartilha proposta por Bárbara foi desenvolvida “sobretudo para mulheres com câncer de mama, antes de começarem o tratamento com quimioterapia ou radioterapia, tendo em vista que a maioria delas, depois desses procedimentos, acabam desenvolvendo algumas disfunções no ombro que nem sempre estão relacionadas ao tratamento, mas são problemas que o antecedem”. “A ideia é fazer uma forma de exercícios preventivos ou de recuperação da função antes do tratamento, para que depois elas tenham limitações de menor magnitude no tratamento do câncer”, esclarece.

O docente revela que, em cooperação com o INCA do Rio de Janeiro, será feita uma proposta de intervenção preventiva de tratamento das disfunções do ombro, “nesse período que antecede o tratamento com quimioterapia ou radioterapia, no intuito de compreender melhor a existência desses fatores de risco dessas disfunções, com a ideia de melhorar a qualidade de vida e o retorno funcional dessas mulheres após esse tratamento”.

“É uma honra para mim ter sido o orientador da Bárbara, que é uma aluna exemplar. Esse projeto deu a oportunidade de aproximar o curso – e a Uniara, como um todo – de uma instituição extremamente renomada em pesquisa e também prestação de serviços, que é o INCA do Rio. Esperamos que essa cooperação ainda renda bons frutos, não apenas com esse, mas com outros projetos em cooperação”, finaliza.

Informações sobre o curso de Fisioterapia da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.

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