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Docente de Design Digital da Uniara promove, com alunos, atividade para redesenhar interface de InfoVis

Publicado em: 21/01/2021

A professora do curso de Design Digital da Universidade de Araraquara – Uniara, Adeline Gil, promoveu, com alunos da graduação, uma atividade com o objetivo de redesenhar uma interface existente de um projeto que contém, em uma parte, a Visualização de Informação – InfoVis. Um relato da docente sobre a experiência foi publicado no site da Interaction Design Association – IxDA de São Carlos e pode ser conferido no link https://bit.ly/3nZ662M.

“InfoVis é visualização de dados, de informações, é poder olhar para um conjunto delas e compreender com mais facilidade. A maioria das pessoas tem contato com InfoVis frequentemente. Naquela parte do noticiário da televisão que tem a previsão do tempo, por exemplo: ali, o jornalista interage com uma interface de visualização de dados sobre o tempo, baseada no mapa e em alguns gráficos, figuras e textos. Nas eleições, também vemos sempre muitos conjuntos de gráficos que são interpretados pelas pessoas, e influenciam suas ações. A forma visual ajuda o usuário a entender, interpretar, estabelecer relações e tomar decisões”, contextualiza Adeline.

Em outro exemplo, ela menciona os dados da pandemia de coronavírus – Covid-19. “A forma de apresentação desses dados pode favorecer que sejam destacadas determinadas tendências, correlações; ao mesmo tempo, correlações podem ser tendenciosas, forçadas ou ‘fake’. A visualização de informações tem grande poder de persuasão. Há essa responsabilidade do designer em garantir integridade à informação”, coloca a docente.

A InfoVis é relevante “porque não é só traduzir uma informação complexa para uma forma visual mais simples de ser compreendida, como seria em um infográfico para uma revista, ou para a TV, por exemplo”. “No meio digital, tem a parte de interação com o usuário, então, quando se trata de um produto digital - site, aplicativo -, dá para aprender com o usuário e melhorar continuamente a solução”, esclarece Adeline.

Sobre a atividade com os estudantes, a professora comenta que, “diferentemente de uma relação em que o professor já chega com as regras prontas para serem aplicadas, essas ‘regras’ foram sendo definidas ao longo das primeiras fases dessa atividade prática, juntamente com o que os alunos traziam de percepção daquele ‘caso’ de InfoVis”. “Isso porque a InfoVis não possui um conjunto de diretrizes ou guias que esteja pronto para ser utilizado, seja no contexto do ensino, da pesquisa ou do mercado. Cada projeto de InfoVis precisa estabelecer seus próprios ‘princípios’, a partir de mais de uma centena deles, que estão na literatura - das áreas relacionadas”, explica.

Para realizar a experiência com os graduandos, o projeto escolhido foi uma plataforma criada por uma organização sem fins lucrativos, voltada para a ação cidadã, de acordo com Adeline. “Os alunos fizeram uma espécie de roteiro de questões com o qual consideravam importante descobrir, em um teste com o usuário, onde a interface atual está com problemas, considerando questões como: quais são as expectativas dos usuários perante a interface? O que se quer ganhar com ela? Como é a abordagem? Em seguida, vem o escopo - quais funcionalidades e conteúdos o site/a interface oferece? Somente com isso, parte-se para a estrutura. Interessante é que a parte visual, que muitas pessoas acreditam vir primeiro no processo de desenvolvimento de uma interface, vem nas etapas finais”, observa.

Os estudantes pegaram interface existente e aplicaram o teste com usuário. “Esse teste foi feito no começo do desenvolvimento para diagnosticar os problemas existentes. Foi bem no começo da pandemia, então, tiveram que fazer isso de forma remota, ou envolvendo algum parente. Interpretaram os dados obtidos e criaram seus próprios conjuntos de ‘diretrizes’ ou ‘guias’, na busca pelas ‘boas práticas’ para seguirem na hora de projetarem uma nova solução em InfoVis”, relata Adeline.

Ela conta que, juntamente com a professora Grace Lis Proença Meirelles Barreto Porto, responsável pela disciplina de Interação Humano-Computador - IHC, “examinamos diversos conjuntos de diretrizes existentes na literatura para guiarmos a fase de prototipagem, que é quando os alunos começam a desenhar - pensar o esqueleto da nova solução”. “Juntos, definimos então os três princípios que cobririam a maior quantidade de requisitos daquilo que seria uma boa solução em InfoVis. A fase de prototipagem foi guiada pelos seguintes princípios: organização espacial, codificação da informação e consistência e padrões. Esse número limitado de apenas três princípios serviu para guiar o aprendizado dos alunos sobre um assunto tão complexo, que envolve não apenas a parte visual, mas também questões relacionadas à navegação”, destaca.

Adeline finaliza dizendo que “um grande ganho dessa experiência é o aprendizado baseado em projeto, metodologia de ensino-aprendizagem que está em alta em todas as áreas do conhecimento, mas na área de design o aprendizado sempre foi baseado em projeto”.

Informações sobre o curso de Design Digital da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.



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