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Docente da Uniara fala sobre a crise para empreendedores devido à pandemia

Publicado em: 28/05/2020

O fechamento do comércio em muitas cidades do país como método para diminuir a circulação de pessoas devido à pandemia de coronavírus – Covid-19 para, assim, promover um isolamento social mais efetivo para o que muitos especialistas chamam de “achatamento da curva de contágio”, fez com que muitos empreendedores pensassem em como manter o sustento de sua casa com sua loja fechada. Como continuar vendendo com as portas fechadas? O professor dos cursos de Administração e Ciências Econômicas da Universidade de Araraquara – Uniara, Gerson Braz, fala sobre a crise e dá dicas para esses empreendedores enfrentarem a situação e se reinventarem em seus negócios.

Segundo ele, “o momento requer que façamos toda uma releitura e uma análise muito profunda do que está ocorrendo e de como as coisas seguirão daqui para frente”. “Não há nenhuma resposta automática ou uma receita mágica que faça com que sobrevivamos a essa crise. O fato é que nunca tivemos uma como essa. Tivemos, sim, crises econômicas muito severas e passamos por elas – algumas empresas infelizmente vão ficando pelo caminho, e isso não é bom, mas é o que acontece, infelizmente”, conta.

Braz explica que “essa crise é diferente, pois é gerada por um problema de saúde pública, e a economia vem ‘a reboque’ desse problema todo”. “Entendo que é uma falsa visão creditar os problemas econômicos aos de isolamento social ou a quaisquer outras medidas que tenham sido adotadas. São situações bastante distintas: o que causa a crise econômica não é o isolamento social, e sim a crise de saúde pública – a pandemia”, esclarece.

“Mas, então, o que fazer para sobreviver? O primeiro passo é não se acomodar. Os empreendedores precisam entender que é um momento de ações de guerrilha, de fazer. Não é o momento de planejar ou pensar muito adiante, mas sim no dia a dia, nas soluções que vão trazer reais para o caixa da empresa para que as despesas básicas sejam mantidas, de maneira que consiga, na medida do possível, pagar suas contas e os funcionários que foram mantidos e, principalmente, buscar alternativas e soluções para que possa sair dessa crise mais fortalecido”, ressalta o docente.

De acordo com ele, há muitos exemplos de empresas que estão buscando se reinventar. “Ouço muito uma frase, na qual tenho me baseado no meu dia a dia, como empresário também, que é a de que tivemos que acelerar vinte anos em dois meses em relação à inserção e às vendas por plataformas digitais, e buscar novos canais. Observamos discussões sobre novos canais de venda e contato com o cliente há algum tempo. Os grandes especialistas de varejo e negócios, no mundo todo, já vinham discutindo isso há tempos, porém, em uma velocidade menor. Muitas empresas foram para a internet ou nasceram nela, mas diversos negócios tradicionais ainda não estavam preparados para isso ou não tinham ainda as ferramentas ou recursos necessários para fazerem investimentos nessa área. O fato é que a pandemia acabou com tudo isso e todo mundo teve que sair correndo e se reinventar”, revela.

O professor comenta que há muitos exemplos de empresas que estão crescendo na crise e “conseguindo reverter resultados negativos, ou que estão conseguindo, pelo menos, se manter, mas a realidade é que a grande maioria está sendo impactada de forma muito pesada”. “Tenho a dizer que ainda vamos passar pela fase mais crítica disso tudo”, alerta.

Braz reforça que cuidar de uma empresa em um momento como este “é administrar com uma característica de agir como se estivéssemos em uma ação de guerrilha, ou seja, renegociar contratos, renegociar com fornecedores, bancos etc”. “‘Renegociar’ é a palavra-chave do momento. É preciso buscar o entendimento, não deixar que isso tire o seu foco – que neste momento precisa ser a sobrevivência – e, para sobreviver, quando temos uma hemorragia, o primeiro passo é estancá-la. Se não fazemos isso, muitas vezes não dá tempo de salvar uma vida. Com uma empresa é a mesma coisa. Não adianta ficar pensando em estratégias de venda se não estancarmos a hemorragia. Então, deve-se fazer isso o mais rápido possível, por meio de renegociação, novos contratos e serviços que podem ser oferecidos, e por meio de novos contatos com os clientes. É hora de tê-los por perto, de não perder tudo aquilo que foi conquistado ao longo de tantos anos de trabalho e dedicação”, ressalta.

Segundo ele, muitos fazem a seguinte pergunta: “e se eu decido empreender agora?”. “Isso é até um tipo de chavão, mas toda crise traz oportunidades. Embora esta seja uma crise diferente das que tivemos anteriormente, temos grandes oportunidades aparecendo, novos serviços e necessidades. Os negócios estão sendo reinventados e essa atitude demanda profissionais com outro nível de formação. E nós, por meio das aulas que estamos oferecendo de maneira online aos nossos alunos, buscamos trazer justamente essa visão, principalmente para o administrador que vai para o mercado de trabalho ou aqueles que já estão lá. Eles precisam entender que administrar uma empresa vai ser algo completamente diferente de tudo o que vimos até hoje”, prevê.

“Claro, as questões básicas continuam tendo que ser feitas, mas é preciso ir muito além: é necessário reinventar-se todos os dias, entender de estrutura mínima de custo e que, ao tê-la, eu preciso maximizar resultados e, para isso, tenho que abrir frentes, leques, canais de contato com clientes, de fornecimento e especialmente de vendas. Então, não há nenhum impedimento de se empreender. É muito difícil em momentos como este, por insegurança, incerteza e vários outros motivos, mas existem oportunidades e, se estivermos preparados, elas podem ser muito bem aproveitadas”, orienta o professor.

Quando o assunto é desemprego, já que muitos acabaram demitidos devido à crise, ele afirma que “de fato, o mercado de trabalho, hoje, está sendo ampliado em alguns setores muito específicos, como os de Tecnologia de Informação – TI e supermercados, enfim, esses negócios considerados essenciais e que não fecharam durante a pandemia e que, em muitos casos, tiveram crescimento importante de vendas”. “Então, é preciso fazer uma reflexão dizendo ‘estou preparado para mudar de carreira, entender esse novo cenário e buscar novas alternativas?’. Ou seja, o velho profissional, aquele que só faz o que lhe for pedido, está com os dias contados. Nós, na Uniara, estamos preparando pessoas para o futuro, mas o futuro não é daqui a dez ou vinte anos: o futuro é amanhã. As empresas tiveram que acelerar para que pudessem acompanhar as mudanças e as transformações, mesmo sem recursos e sem o apoio devido, que entendemos que seria necessário neste momento, por parte do governo. Mas estão se reinventando, e é isso que o gestor, o administrador e o profissional precisam ter em mente: ‘preciso me reinventar todos os dias’”, aconselha.

O docente reforça que “nossa economia local está sendo muito fortemente impactada – local, regional, nacional e mundial”. “Teremos quedas do Produto Interno Bruto - PIB talvez nunca vistas antes, talvez nem na Crise de 29 – precisamos aguardar para ver – e certamente alguns países terão uma queda ainda mais avassaladora. Não há perspectiva imediata de recuperação, que deve acontecer de forma lenta e gradual, mas vai ocorrer. Este é o momento para nos prepararmos para quando as coisas começarem a ser retomadas para que estejamos prontos para enfrentarmos os novos desafios que virão. O impacto é devastador, mas não há tempo ou estratégia diferente que não seja buscar novas alternativas”, finaliza Braz.

Informações sobre os cursos de Administração e Ciências Econômicas da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.

 

 

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