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Aluna do PPG em Ciências Odontológicas da Uniara disserta sobre osteonecrose dos maxilares associada ao uso de bifosfonatos e exodontia

Publicado em: 07/04/2020

A estudante do Programa de Pós-Graduação - PPG em Ciências Odontológicas da Universidade de Araraquara - Uniara, Tauyra Mateus, fez sua dissertação de mestrado, intitulada “Avaliação de modelos animais de osteonecrose dos maxilares associada ao uso de bifosfonatos e exodontia - Revisão sistemática da literatura”, sob orientação da professora Ana Paula de Souza Falonie coorientação da docente Pâmela Letícia dos Santos.

“Em 2003, uma enfermidade conhecida como osteonecrosedos maxilares - morte dos ossos maxilares - foi relacionada ao uso de medicamentos denominados bifosfonatos. Esses medicamentos têm sido bastante utilizados para tratamento de osteopenia, osteoporose, mieloma múltiplo e metástases ósseas. Apesar de rara, a osteonecrose dos maxilares é de difícil tratamento e, como seus mecanismos não são completamente conhecidos, mais estudos fazem-se necessários”, aponta Tauyra.

Para melhor compreensão da doença e busca de sua prevenção e tratamento, ela afirma que a pesquisa animal ainda se faz necessária. “Minha dissertação consistiu em levantamento e criteriosa análise de artigos científicos internacionais contendo pesquisas sobre a osteonecrose, com objetivo de propor uma metodologia padronizada e que funcione adequadamente para o estudo da patologia em animais, evitando-se assim seu uso indiscriminado. A conclusão foi que existem protocolos que podem reproduzir, de forma bem semelhante, a enfermidade e suas características em animais quando comparamos aos humanos”, explica.

Tauyra comenta que “é válido ressaltar que geralmente não basta apenas fazer o uso do medicamento, como por exemplo o Alendronato de Sódio e o Ácido Zoledrônico - tipos de bifosfonatos - para que se desenvolva a osteonecrose” “Na grande maioria das vezes, é necessário um trauma local. O tempo que a pessoa toma o medicamento, a dosagem e a frequência, são também dados relevantes. Pessoas que fazem o uso desse tipo de medicamento ou mesmo dos denosumabes - uma nova classe de medicamentos que também causa osteonecrose maxilar - devem informar ao cirurgião-dentista todos os dados necessários para que sejam seguidos protocolos de prevenção. Essa enfermidade, além de não estar totalmente elucidada, ainda é desconhecida por grande parte dos pacientes, cirurgiões-dentistas e médicos - que prescrevem a medicação”, ressalta.

Ana Paula reforça que, apesar de ser uma patologia rara, é de difícil resolução. “Assim, fizemos uma revisão sistemática da literatura para levantarmos modelos animais adequados para estudo. Buscamos, em artigos científicos publicados internacionalmente, o melhor modelo possível para se estudar a osteonecrose dos maxilares causada por uso de bifosfonatos associada à extração dentária, tanto para compreensão dos mecanismos envolvidos na sua ocorrência quanto com o intuito de tentar prevenir o aparecimento da patologia”, esclarece.

A literatura, de acordo com a docente, tem mostrado que “alguns procedimentos odontológicos podem funcionar como um ‘gatilho’ para que a osteonecrose aconteça em pacientes que fazem uso desse medicamento”. “A pesquisa tem uma grande relevância social, visto que é uma patologia que pode causar bastante desconforto para o paciente, bem como a perda de parte dos ossos maxilares e, quando muito grave, a perda de todo o maxilar”, alerta.

Segundo Ana Paula, durante todo o desenvolvimento do trabalho, tanto da revisão sistemática, “que foi a dissertação final”, quanto dos trabalhos de pesquisa e experimentos que estão em andamento, “Tauyra sempre se mostrou muito interessada e extremamente engajada para que consigamos responder as perguntas que propusemos em relação a essa patologia”. “Ela iniciou as pesquisas em sua iniciação científica, quando aluna de Odontologia na Uniara, e deu continuidade durante seu mestrado”, explica.

Tauyra finaliza dizendo que, além da orientadora e de Pâmela, “houve alguns colaboradores no trabalho: os ex-alunos do PPG, Rômulo Augusto da Costa Chaves, Janaína Cristina de Freitas Alvarenga e Carlos Sanches Vargas Júnior, além do professor Guilherme José Pimentel Lopes de Oliveira.

Informações sobre o PPG em Ciências Odontológicas da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br/ppg, pelo telefone (16) 3301-7408, pelo WhatsApp (16) 99642-9480 ou pelo e-mail mestradoodontologia@uniara.com.br.



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