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Profissionais da saúde: heróis fundamentais no combate à Covid-19

Publicado em: 03/04/2020

No atual panorama da pandemia pelo coronavírus, os profissionais da área de saúde têm sido considerados, mais do que nunca, heróis pela população. No entanto, muitos podem ainda não ter uma ideia real do quão essencial tem sido a atuação desses trabalhadores. A professora do curso de Enfermagem da Universidade de Araraquara – Uniara, Ângela Aparecida Costa, que também trabalha no Serviço Especial de Saúde de Araraquara – SESA, fala sobre o dia a dia de quem se dedica a salvar vidas, dentro deste contexto.

“O cotidiano está sendo extremamente cansativo e estressante. Também sentimos medo, mas estamos aprendendo a lidar com todas essas questões, pois se ficarmos em casa, quem vai tratar das pessoas acometidas por esse vírus? Então é tenso e pesado, tanto na atenção primária à saúde quanto nos hospitais, onde temos pacientes internados”, aponta a docente.

No SESA, em relação ao enfrentamento do problema, segundo ela, o esforço físico “não está sendo muito exigido, mas mentalmente a cabeça fica esgotada, como se perdêssemos todas as energias”. “Imagino que lidar com os pacientes hospitalares tem tudo isso e o cansaço físico, pois a enfermagem e os médicos precisam monitorar os pacientes de perto por conta dos sinais e sintomas dessa doença”, explica a professora.

Ângela comenta que “as pessoas amanhecem esperando informações sobre esse vírus”. “Se nós não tivermos nenhuma atividade de relaxamento ao chegarmos em casa, a mídia, a imprensa ‘nos invadem’ - os canais de televisão só falam disso. Então, é muito importante que nós combatamos a Covid-19 nos nossos ambientes de trabalho, mas que, após o expediente, possamos procurar mecanismos de relaxamento, como uma boa música ou conversa com a família, e o conforto de estar em casa. É bom deixar um pouco longe de nós esse assunto quando terminamos o trabalho ou esse estresse e essa tensão contínua podem nos levar a um adoecimento psicológico de cansaço, que é muito grande”, diz.

Sobre os desafios, ela acredita que há diversos pela frente. “Um dos que vejo é que realmente, por mais difícil que seja, as pessoas precisam cumprir o isolamento social. Tenho reparado que, da última semana para esta quarta-feira, dia 1º de abril, a cidade ganhou um movimento. Havia mais pessoas na rua, muitas em mercados, em praças, caminhando. É algo que precisamos refletir, pois quando colocamos que temos que fazer esse isolamento social - cientificamente foi comprovado que diminui o impacto da curva, ela fica mais baixa e um pouco mais prolongada –, é para evitar duas coisas: óbitos e que o serviços de saúde não entrem em colapso”, ressalta.

Também é preciso olhar outras três realidades, de acordo com Ângela: a demográfica, a social e aeconômica de cada país. “Elas não ‘chegam’ ao mesmo tempo para todas as nações, e as estratégias para conterem a doença é diferente. Acho um desafio grande para as autoridades públicas. Esse talvez seja o maior deles, pois qualquer tomada de decisão que faça com que doentes e óbitos aumentem, é catastrófico para nossa sociedade”, avalia.

Especificamente em relação ao Brasil, “nós nos preparamos em lugares onde temos altas densidades populacionais, mas que vivem em condições habitacionais muito vulneráveis, como é o caso das periferias em grandes cidades e favelas em todos os centros urbanos de nosso país”. “Temos mais desafios: transportes públicos - via de regra, lotados -, a questão das prisões e os grupos de maior idade. Não podemos olhar de uma maneira só, pois as desigualdades brasileiras são muito contrastantes, então, vivemos em um país continental onde, do norte ao sul, as realidades são bem diferentes e isso traz um desafio acrescido a essa pandemia”, explica Ângela.

Mesmo com “nossa vida diária totalmente alterada, muitas inquietações, inseguranças e medo”, a docente coloca que “temos a tecnologia de informação e comunicação que ajudam a enfrentar situações tão graves como esta”. “Talvez isso nos permita viver esse isolamento social como uma distância física, mas não social. Precisamos ter tranquilidade e saber que vai passar. Não vamos ficar a vida inteira separados. Que nós, que estamos à frente dessa pandemia, possamos, de fato, ser luz e irradiar sentimentos e pensamentos bons, porque isso fortalece a nós e a quem auxiliamos”, finaliza a professora.

Informações sobre o curso de Enfermagem da Uniara podem ser obtidas no endereço www.uniara.com.br ou pelo telefone 0800 55 65 88.



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