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UNIARA

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Pesquisadores estudam substância que pode ajudar no tratamento do câncer

Por: CARLOS DE MELO RODRIGUES

24/05/2016

Pesquisadores do Laboratório de Biologia do Envelhecimento (LABEN) do Departamento de Gerontologia (DGero), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), estudam uma substância presente no gengibre que pode ser usada no tratamento do câncer.

Márcia Regina Cominetti, professora e coordenadora do LABEN explica que, atualmente o composto é usado para a redução de enjoos em pacientes que estão realizando quimioterapia. E está sendo estudado para o tratamento direto do câncer, na inibição do tumor e na formação das metástases.

Gingerol

A substância chama-se gingerol e está presente no gengibre. Ela possui grande poder antioxidante e anti-inflamatório, além de estar associada à melhora de problemas digestivos e redução de flatulência.  “O gengibre é a fonte para isolarmos o gingerol, entre outros compostos. Porém, o gingerol está presente em pouca quantidade no gengibre, então, não sabemos se a ingestão do gengibre teria o mesmo efeito do que o uso do gingerol isolado”, alerta a pesquisadora Márcia Regina.

Uma das possíveis formas de utilização do gingerol seria com o uso de outros tratamentos em conjunto, explica Márcia. “Ainda não podemos afirmar que dessa forma ele teria os mesmos ou melhores efeitos sobre a doença. Portanto, para isso mais testes são necessários para sabermos os efeitos do gingerol combinado com outros compostos no tratamento do câncer”.

Pesquisa e Resultados

O composto já vem sendo estudado desde 2010. Testes realizados em diferentes animais mostraram que o gingerol apresentou baixa toxicidade e foi capaz de inibir tumores primários e também a formação de metástases pulmonares. “O resultado que mostrou a inibição das metástases cerebrais foi extremamente importante para o depósito de nossa patente, além de ter sido muito promissor, pois o tratamento do câncer de mama triplo negativo é muito ineficaz, com alta taxa de reincidência. Ainda, a inibição das metástases cerebrais foi surpreendente e de grande significado para o tratamento dessa doença, uma vez que opções cirúrgicas para remoção de metástases cerebrais são muitas vezes, inexistentes”.

Márcia acredita que um medicamento específico pode levar até 20 anos parachegar às farmácias. “Ainda resta a realização de diferentes experimentos para comprovarmos o mecanismo de ação e sua especificidade em células tumorais. Portanto, acreditamos que por volta de dez anos este composto posso ser comercializado, desde que os resultados continuem sendo positivos para o tratamento da doença e que o gingerol passe por todos os crivos dos testes clínicos”, ressalta.

Controvérsia

Indagada se o composto à base de gingerol poderia trabalhar em conjunto com a fosfoetanolamina no tratamento do câncer, a coordenadora do LABEN, afirmou:  “Como uma das ideias é usar o gingerol com medicamentos de eficácia comprovada na prática médica, há a possibilidade de usá-lo com a fosfoetanolamina. Porém, antes disso a atividade da fosfoetanolamina deve ser comprovada no combate ao câncer e, especificamente, ao câncer de mama triplo negativo. Entretanto, a ideia seria usar com medicamentos já utilizados rotineiramente na clínica”.

Para acompanhar às pesquisas, acesse o site do LABEN: http://www.laben.ufscar.br/

(Publicado em 26/5/2016 - 18h50)




 



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