Ageuniara

Matão ainda sofre as consequências de fortes chuvas ocorridas no começo do ano

Por: LEONARDO VINíCIUS FRINHANE

17/02/2016

Para a  Defesa Civil e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, o ano não começou bem para Matão (SP). Fortes chuvas, que aconteceram na cidade, no início do ano,  fizeram com que a cidade fosse uma das mais afetadas na região. Este fato, inclusive, levou o prefeito Chico Dumont (PT) a decretar Estado de Emergência, devido aos vários transtornos ocasionados por este grande problema. Isso ocorre já faz muito tempo na cidade, entretanto nunca foi resolvido completamente da maneira mais correta possível.

De acordo com a edição 1.102 do Jornal do Comércio de Matão, de 22/01/16, vários transtornos foram computados e, logo após o tempo melhorar, houve a ação dos responsáveis para restaurar a cidade, visando resolver os problemas causados pelas intensas chuvas que ocorreram e que envolveu toda estrutura da prefeitura. Funcionários foram  a campo para recuperar a cidade com a atuação de equipes emergenciais. Foi determinado que todas as secretarias da administração trabalhassem na recuperação da cidade e no auxílio aos necessitados.

A situação foi tão grave que o prefeito, além de declarar Estado de Emergência, assinou o decreto de interdição de imóveis, segundo informações do site www.process.com.br. Além disso, ele também foi para São Paulo munido de minuciosos relatórios preparados por sua equipe de trabalho, buscando ajuda do Governo do Estado. 

Nestes relatórios, constam fotos e vídeos dos transtornos causados pelas chuvas. O prefeito também informou que foi em busca de ajuda na Casa Militar e na Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, mas que segundo ele, até o momento nenhuma ação concreta foi passada para a prefeitura de Matão. Com a chuva, asfaltos de ruas e avenidas  foram muito prejudicados e também ocorreram deslizamentos de barrancos. Uma via que leva ao Distrito de São Lourenço do Turvo está interditada por causa do entorno do local.

Essas chuvas, além de fortes, foram históricas pois foi registrado que em 15 dias choveu na cidade mais do que a média dos últimos 25 meses de janeiro. De acordo com a Defesa Civil de Matao, choveu 369 milímetros nos primeiros 14 dias do ano e nos dias seguintes essa marca superou os 430 milímetros. Informações do Jornal do Comércio de Matão, revelam que os bairros mais afetados pelas chuvas foram o Jardim Primavera, o Jardim São José e o IV Centenário. No primeiro bairro citado, 15 casas foram interditadas, com as famílias sendo abrigadas nas casas de parentes e amigos.

Já no ano passado, foram 107 milímetros de chuva em todo o mês, o que comprova que este ano choveu muito mais neste período em relação ao começo de 2015. Como quase sempre acontece, o volume de água do rio São Lourenço foi muito grande naqueles dias e só baixou depois de alguns dias.

Em relação aos bairros, uma casa do IV Centenário também foi interditada e, de acordo com a prefeitura, foi destacado que todos os necessitados foram atendidos desde o primeiro dia com leite, fraldas e cestas básicas.

Após quase um mês da ocorrência de fortes chuvas em Matão, que trouxeram inúmeros prejuízos, de acordo com Claudinei Martins Fidel, morador do Jardim Primavera, residente em uma das casas mais atingidas pela enchente do córrego que passa em frente a sua casa, a prefeitura ofereceu apenas um colchão, a retirada do entulho de uma edícula que desabou nos fundos da casa e R$ 492,00 de aluguel social.

Ele aceitou o colchão, o entulho continua parado no quintal e o aluguel social, segundo ele, é insuficiente para alugar uma casa que atenda suas necessidades. A residência continua interditada, não pelo risco de desabamento, mas sim pelo risco de novas enchentes.

Fidel conta que voltou para casa na semana seguinte á inundação e que esta é a terceira vez que as águas do córrego invadem sua casa. O morador também relata que reside na mesma casa há 19 anos e que, antes da construção de um túnel no local e da mudança do leito do córrego para tal obra, não ocorriam enchentes.

Publicada em 24/2/2016 às 19h55.



Destaques:

Reportagens recentes:

Todas as reportagens

Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte. Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Universidade de Araraquara / Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / CEP 14801-340 / 16 3301.7100 (Geral) / 0800 55 65 88 (Vestibular)
N /ageuniara/