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Casal de fãs de Jimi Hendrix produzem há vinte anos fanzine sobre o astro

Por: PEDRO JUNQUEIRA FRANCO DE CASTRO

19/11/2014

Se estivesse vivo, Jimi Hendrix, considerado o maior guitarrista da história, estaria completando 72 anos no próximo dia 27 de novembro e teria hoje um acervo ainda maior do que já deixou em sua curta carreira. Para o casal fãs do artista, Valdir e Luiza Ramos, moradores de Araraquara (SP), isso pouco importa, pois 42 depois da morte de Hendrix, eles ainda respiram sua obra e mantém seu legado vivo através de um Fanzine publicado há 20 anos.

O Fanzine, intitulado Fatherzine por Jimi ser considerado o pai da guitarra elétrica, foi idealizado por Valdir em 1994, durante a Semana de Anarquismo e Cultura de Massa, evento de cultura alternativa do qual ele participou quando cursava Letras na Universidade Estadual Paulista (UNESP) em Araraquara. “Eu propus fazer um fanzine coletivo no final da semana, chegou no penúltimo dia, não estava rolando e resolvi fazer sozinho.”

O fanzineiro, que já havia produzido um fanzine sobre o cinquentenário do Batman em 1989, escolheu, dessa vez, o seu maior ídolo do rock, Jimi. “Eu juntei matérias que já tinha, inclusive de antes do Jimi morrer e com a ajuda de um amigo do Fórum, que criou a parte gráfica, montei o primeiro Fatherzine com cinco sulfites dobrados.”

Valdir conta que seu interesse pelo Jimi surgiu na adolescência, por volta dos seus 18 anos e ele foi apresentado ao som do guitarrista por um dono de loja de discos de Piracicaba (SP). “Eu pedi para ele me mostrar algo diferente, ele me deu um disco do Jimi, eu levei para casa, ouvi e aquilo mudou meu sistema nervoso, estava acostumado com Beatles e Bee Gees, essas coisinhas que estavam na parada.”  

Foi a partir dai, que Valdir passou a acompanhar de perto a carreira do artista e a coletar o material que mais tarde ele utilizaria no Fanzine. “Sempre fui rato de banca, passava na banca e comprava tudo que estava relacionado ao Jimi, tudo que saia eu recortava, então quando fui fazer o primeiro número tinha várias matérias guardadas.”

De lá para cá, o casal produziu o Fatherzine todos os anos, com exceção dos anos dos anos de 2008 a 2011 e o periódico que inicialmente falava só sobre o astro da guitarra, passou a abordar outros assuntos relacionados ao rock. “A partir do número dois ou três abrimos o leque de assuntos, passando a abordar assuntos correlatos, como os grandes festivais dos anos 60 e 70, guitarristas que influenciaram Jimi e que foram por ele influenciados, psicodelismo, rock progressivo, blues, bandas corves de Jimi Hendrix.”

Com o tempo, o casal foi estabelecendo uma rede de contatos com fãs do mundo todo e o Fatherzine chegou a ser citado em fanzines do astro no exterior, “O zine mereceu resenha em duas publicações no exterior, o Voodo Clild (USA) e Jimpress (Itália), sem contar as inúmeras referencias em dezenas de fanzines editados país afora”, conta Valdir.

O periódico também colocou Valdir em contato com a família do músico, que após receber a primeira edição do Fatherzine, enviou uma carta para ele oferecendo a assinatura da revista oficial do artista, editada pelo pai e a irmã do astro. “Eu acho que sou um dos poucos caras do Brasil que tem todas as 22 edições dessa revista.”

O casal envia todo anos, uma das edições especiais do Fatherzine que são pintadas a mão, para a família do músico, “Sempre enviamos para eles, esse ano ainda não. Como eles criaram o Museu dedicado ao astro, é possível que nosso fanzine esteja lá", observam.

Valdir destaca que chegou a ter patrocínios pontuais em algumas edições, mas que, na maioria das vezes, banca do próprio bolso a produção e copias do zine, “A ideia do Fanzine, desde que ele surgiu, é dividir sua paixão com os outros, não se faz para ter lucro.”

Ele salienta que a tiragem inicial gira em torno de 300 cópias e vai aumentando de acordo com a demanda, “Esse ano deve fechar em torno de 500 cópias, eu banco as iniciais e depois pelo um valor pelo fanzine para cobrir a conta.”, diz.

O casal conta que nas primeiras edições eles organizavam um evento de lançamento, trazendo bandas covers do Jimi, como a Altos Mares (RJ), a Experience (Santos) e outras da cidade. “A festa só rolava, pois eu fazia a festa, o Valdir era só oba oba com as bandas e a organização ficava quase que toda por minha conta”, acrescenta Luiza.

Outro fã de Jimi Hendrix, o cineasta araraquarense Paulo Delfini, é amigo do casal e para comemorar essa edição especial de 20 anos resolveu fazer um documentário sobre o Fatherzine. “O documentário deve ter coisa de cinco minutos, a ideia é contar a história do Valdir com os fanzines, usando técnicas quase artesanais, da mesma maneira que ele é produzido.” Ele afirma que já esta produzindo o documentário, que deve sair no final de dezembro. “Estou envolvido em outros trabalhos, tenho alguns compromissos para cumprir até o começo de dezembro, mas, após isso, devo lançar o documentário.”, informa.

(Publicado em 19/11/2014 - 21h53).



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