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Instituto de Física faz 20 anos e se destaca em pesquisas

Por: THIERRY DE LIMA SANTOS

02/06/2014

Comemora-se em 2014 o 20º aniversário da criação do Instituto de Física de São Carlos, uma unidade da Universidade de São Paulo que congrega um conjunto vasto de grupos de pesquisa, como, por exemplo, o de Ressonância Magnética, Biofísica e Biotecnologia Molecular, Cristalografia, Polímeros, Semicondutores entre outros.

Um dos que mais se destaca pela sua excelência, não só em termos acadêmicos, como também no apoio que dá à sociedade, em termos de pesquisa, é o Grupo de Óptica (GO-IFSC/USP), que nasceu como um desdobramento do grupo de Crescimento de Cristais e Materiais Cerâmicos (CCMC-IFSC/USP), o qual analisava as propriedades de cristais.

Posteriormente, o grupo passou a se dedicar à espectroscopia, materiais a laser e análises de materiais utilizando técnicas ópticas. Em um dado momento, o CCMC chegou à conclusão de que parte dele já não tinha mais conexões com pesquisas relacionadas a crescimento de cristais, pois explorava mais a área óptica. De acordo com o docente do IFSC e integrante do GO, Prof. Dr. Vanderlei Bagnato, foi nesse momento em que se achou melhor criar o Grupo de Óptica.

Inicialmente lançado com o intuito de estudar as propriedades dos materiais, o Grupo de Óptica também começou a se dedicar aos estudos das propriedades de átomos. “Depois fizemos as aplicações à área médica e odontológica, criando o Laboratório de Óptica Oftálmica, que desenvolve equipamentos para a oftalmologia e aplicações na área de câncer, odontologia, entre outras, sempre relacionando a óptica com essas áreas”, conta o docente.

Ainda de acordo com Bagnato, entre as diversas contribuições do grupo à sociedade está a formação de muitos profissionais. “Cada pesquisador do grupo já contribuiu com aproximadamente cinquenta teses”, relembra Vanderlei.

Assim, o Grupo tem grande participação na formação de recursos humanos, que, inclusive, atuam em outras instituições de pesquisas, até mesmo fora do Brasil. Além disso, o docente sublinha uma técnica originada no Grupo e ressoada em diversos países do mundo: a de resfriamento e aprisionamento de átomos.

Outro aspecto importante dessas contribuições é a tecnologia que o Grupo de Óptica ajuda a implementar, principalmente, na saúde, relacionada ao tratamento de câncer, no sistema para exame ocular, nos componentes ópticos de usos diversos e, mais recentemente, nas pesquisas de tratamento da micose e de micro-organismos. “Todas essas contribuições foram importantes a nível mundial”, destaca Vanderlei.

Outro bom exemplo do resultado do trabalho desses pesquisadores é na formação das empresas. Hoje, a região de São Carlos possui aproximadamente quarenta companhias na área óptica, “todas nascidas, direta ou indiretamente, do nosso grupo. Isso contribuiu para a geração de empregos”.

Quanto às principais pesquisas desenvolvidas pelo GO, Vanderlei cita o desenvolvimento do primeiro relógio atômico localizado no hemisfério sul, em São Carlos. Além do relógio, ele destaca os avanços que os pesquisadores têm proporcionado à área médica e odontológica: “Hoje, o Brasil é referência na introdução de conhecimento e tecnologia na área odontológica. Isso é muito importante”.

As pesquisas realizadas na área de tratamento de câncer, que trouxeram esclarecimentos sobre o tratamento de alguns tumores, bem como as pesquisas mais recentes do grupo relacionadas à turbulência quântica, também são relevantes para o conhecimento a nível mundial.

Por fim, sobre as perspectivas futuras do Grupo, Vanderlei conta que a meta é que ele se torne um centro de referência na área óptica para aplicações em biotecnologia, no campo médico e também no avanço da ciência básica. Nesse sentido, Vanderlei diz que “especialistas do Instituto já estão trabalhando para criar um grande centro de pesquisa em São Carlos que será referência nas tais áreas”, adianta o pesquisador.

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