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Aguardente produzida de resíduos da indústria pode ser alternativa de renda

Por: PEDRO JUNQUEIRA FRANCO DE CASTRO

30/04/2014

Através de um trabalho de pesquisa que começou há dez anos, pesquisadores do Centro de Pesquisa da Cachaça da Universidade Estadual Paulista (UNESP),de Araraquara(SP), desenvolveram uma aguardente utilizando um licor extraído do bagaço da laranja e restos de levedura da indústria cervejeira da cidade.

A aguardente está em fase final de produção e pode vir a ser uma grande oportunidade de renda extra para pequenos e médios produtores da cidade e região.

O Coordenador do Centro e professor titular do Departamento de Alimentos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, João Bosco Faria, conta que a ideia surgiu através de um funcionário da indústria de suco de laranja local, Cutrale, que o procurou para fazer mestrado. “Depois de uma conversa vimos que o licor extraído do bagaço da laranja, que era descartado podendo trazer contaminação, poderia ser matéria prima para produção de aguardente”,informa.

Ele destaca que na primeira destilação o produto não teria ficado bom e foi necessária uma segunda destilação, seguida do envelhecimento em toneis de carvalho. “O sabor não estava ideal para consumo ainda, mas depois de envelhecida todos os compostos que davam um sabor ruim ficaram presos na parede do tonel",explica.

Depois de tirar a patente do produto, um segundo aluno que também trabalhava na indústria de laranja resolveu estudar a viabilidade da produção e Faria conta que com a otimização do processo feita pelo aluno, a viabilidade de sua produção era grande. “A quantidade que podemos produzir é fantástica, dá para superar a produção de cachaça.”

A utilização do resíduo da cerveja veio em uma terceira etapa de estudos, através de uma aluna que trabalhava em uma indústria cervejeira local, a Heineken, que segundo Faria, queria desenvolver um trabalho com a levedura descartada pelas cervejarias após o quinto ciclo de utilização.

“Estudamos a levedura e verificamos que poderíamos utilizar ela por mais três ciclos no processo de produção da aguardente de laranja”, comenta.

Faria explica que o processo de produção é mais parecido com o de outras bebidas destiladas, do que com o da cachaça. “A cachaça a gente pega o caldo, fermenta, destila e ela já está pronta para consumo. No caso da aguardente pegamos o amido e transformamos em açúcar, após isso ela passa por duas destilações e por um processo de envelhecimento de dois anos, assim como outras bebidas destiladas”, completa.

O coordenador destaca que a bebida tem corpo, sabor e aroma diferentes da cachaça, apesar delas serem similares. “Não parece com cachaça e enquanto você não fala que é de laranja ninguém advinha.”

Ele salienta que foram feitos testes de análise sensorial e todos que experimentaram aprovaram a bebida. “Temos inclusive o perfil sensorial dela já publicado em livros”, revela.

Para o pesquisador a produção da aguardente pode ser uma grande oportunidade para pequenos e médios produtores da região, pelo fato do baixo custo e alta disponibilidade da matéria prima que viria das indústrias locais de laranja e cerveja. “Vamos pegar dois resíduos e produzir algo novo, agregando valor ao produto final.”

Porém, Faria salienta que a pesquisa ainda está em processo de finalização, por conta de um composto cancerígeno que surgiu no processo de envelhecimento, o Carbonato de Metila. “É um produto perigoso e controlado, mas estamos usando o mesmo processo da cachaça para tentar eliminar ele”,alerta.

O professor conclui que o próximo passo, após a eliminação desse composto é procurar produtores interessados na produção da aguardente.“Sem dúvida é um grande projeto e estamos apostando nele”,finaliza.



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