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Aumento de vendas pela internet leva lojas do interior à falência

Por: GUSTAVO ALVES DA SILVA TEIXEIRA

16/08/2013

O crescimento desenfreado da internet e do e-commerce (comércio online) tem levado várias pequenas empresas à falência. A justificativa são os preços muito baixos, confiabilidade da compra e entrega rápida oferecida pelo e-commerce.

Na cidade de Borborema-SP, uma tradicional loja de calçados, há mais de 25 anos no mercado, fechou suas portas devido à baixa procura da população. O Bazar Isabel Calçados possuía duas lojas na cidade e fechou as portas no último dia 3 de agosto.

Maria Izabel Soller, proprietária do estabelecimento, afirmou que nos últimos anos as vendas de tênis, principalmente das marcas Nike, Adidas e Converse, caiu continuamente até se tornar impossível manter a loja de portas abertas. “Nossa maior fonte de renda eram os tênis de marca mas de um tempo pra cá vendíamos no máximo cinco peças por mês”, declarou Maria Isabel.

Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), através de um estudo intitulado “Estatísticas do Cadastro Central de Empresas”, um dos maiores causadores de falência para empresas de pequeno porte é a concorrência com mercados online do mesmo gênero. No ano de 2012, o e-commerce no Brasil faturou R$ 22,5 bilhões e para 2013 já se prevê R$ 27 bilhões.

O site Netshoes, que vende pela internet um portfólio de mais de 38 mil produtos como calçados, roupas e artigos esportivos, chegou a um faturamento de R$ 1,2 bilhão no ano passado, com aumento de 67% em relação aos R$ 717 milhões registrados em 2011.

“Entendemos que se o nosso usuário tiver a melhor experiência possível no site isso se converterá em vendas”, disse Rodrigo Nasser, principal executivo de gestão da tecnologia da NetShoes, em entrevista para o Jornal Valor Econômico. Além de atrair o consumidor pelo preço, sites como esse oferecem comodidade na compra e rapidez na entrega.

Willian Machado, 21 anos, morador de Novo Horizonte-SP, já comprou 22 pares de tênis através do site Netshoes. “Prefiro comprar mil vezes pela internet do que pela loja. Além da maior variedade de modelos, recebo minhas compras em dois ou três dias na porta da minha casa, além dos preços serem incomparáveis ao do comércio local”.

Os produtos de lojas físicas custam mais porque embutem os custos gerais da empresa, como gerenciamento, aluguel, manutenção, seguro, segurança, funcionários, propaganda e impostos. Para muitas lojas torna-se impossível competir com o comércio online, que tem custos mínimos de venda.

Outro fator importante para o crescimento do e-commerce são mecanismos como o “Pagseguro” da Uol, que intermediam as compras pela internet para dar mais segurança aos vendedores e consumidores. Através deles, o pagamento do produto fica retido até que o consumidor receba a mercadoria. Já o vendedor só envia o produto quando o pagamento estiver confirmado.

Na tentativa de driblar essa crise, lojas como a Lu Modas, também da cidade de Borborema, começaram a vender seus produtos também pelo Facebook. “Postamos fotos das nossas melhores peças e fazemos o consumidor querer o que nós podemos oferecer. Depois é só entrar em contato com o cliente e formalizar a venda”, contou Lucimara Guerra, proprietária da loja.

Segundo o economista Milton Vintecinco, chefe administrativo da Prefeitura do Município de Borborema, as empresas que não se adaptarem ao novo mercado online de algum jeito tendem a passar por grandes dificuldades no futuro. “O momento para investir em vendas online é agora. Já existem mecanismos seguros para comprar e vender pela internet, então não há desculpas para aqueles que decidirem ignorar isso”, afirmou.

Atualmente, existem milhares de sites especializados em criar páginas para venda de produtos pela internet. Os valores variam de R$ 20 a R$ 2000 por mês, dependendo das necessidades de cada empresa. Só não vende pela internet quem não quer.

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