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Facebook impulsiona troca de produtos em Araraquara

Por: WILLIAN MONTEIRO BIZARRO

15/05/2013

A prática de trocar objetos existe desde a formação da sociedade moderna. A ação proporcionou o início do comércio nas civilizações antigas, anterior à invenção da moeda e ao capitalismo. No entanto, com o surgimento do dinheiro, a prática ficou obsoleta e passou a ser esquecida no âmbito social. Com um empurrãozinho das redes sociais, principalmente o Facebook, a prática foi retomada, inclusive em Araraquara(SP).

Quem nunca comprou algum objeto que, com o uso, acabou não gostando? Ou realizou a compra de outro produto de qualidade superior ao que já possuía? Esses casos fazem com que tais produtos fiquem parados nas residências, sem utilidade específica. E é assim que as oportunidades de troca aparecem e os anúncios no Facebook facilitam as coisas.

Foi o que aconteceu com o auxiliar administrativo Vinícius Freitas, de 19 anos, de Araraquara. Ele anunciou a troca uma camiseta esportiva no Facebook, já que a mesma tinha ficado grande. No anúncio, ele especificava que aceitaria uma chuteira de futebol em troca da mesma. “Logo, um amigo me mandou uma mensagem avisando que um conhecido estava interessado na camisa”, disse. “Então, ele me passou o perfil do interessado, e passamos a negociar”, completa. “Por fim, ele tinha exatamente o que eu queria, a chuteira. Realizamos a troca através desse amigo e fiquei muito satisfeito”, afirma. “Se não fosse o Facebook, essa troca não teria acontecido”, finaliza.

Tais ações têm se tornado rotineiras e, consequentemente, foram surgindo grupos especializados no assunto.

“Trocas Araraquara”: a reunião das trocas que faz sucesso no Facebook

A necessidade particular de se desfazer de alguns objetos pessoais que já não serviam mais. Com essa finalidade, surgiu o grupo do Facebook chamado “Trocas Araraquara”. O criador do grupo é o vendedor Gustavo Marega, de 25 anos, de Araraquara. “Criei o grupo em junho de 2012 e, a princípio, era bem restrito, as pessoas participantes convidavam seus amigos. No entanto, tudo se expandiu muito rápido e em duas semanas o número já estava em mais de 3 mil membros”, conta. “Quando dei por mim, já estávamos em 15 mil pessoas”, informa.

Sobre a variedade de produtos, Marega remonta sobre uma variedade imensa de produtos. “Já vi todo tipo de negociação no grupo, desde automóveis, vídeogames, celulares (que são os mais negociados), até lustres, violinos, moedas, entre outros.”, afirma. “Um fato curioso foi um caminhão que foi roubado, e encontrado depois de ter sido anunciado no grupo”, diz. “A grande vantagem do grupo, é que existem anúncios novos a todo momento, e pessoas acessando incontáveis vezes por dia, dando respostas muito rápidas para os anunciantes”, completa, orgulhoso.

Sobre o futuro, Marega acredita que se pode aprimorar ainda mais. “As trocas são ecologicamente corretas, pois estamos reaproveitando o que não nos têm utilidade, é econômico, pois se pode conseguir coisas de que necessita, apenas dando outra que não utiliza mais, sem uso de dinheiro. E quem não gosta de comprar coisas baratas?”, enfatiza. “Pensando na manutenção e na expansão desse universo, estou desenvolvendo o site próprio do grupo, que será organizado por categorias, de forma a atender perfeitamente a procura de todos”, completa. “Pretendemos lançá-lo ainda no próximo mês, quando completaremos um ano de existência”, anuncia.

As trocas e a sociedade: uma necessidade resgatada pelo saudosismo

Segundo o sociólogo e professor de Sociologia do Centro Universitário de Araraquara (UNIARA), Luiz Henrique Rosin, de 47 anos, as trocas na atual sociedade têm caráter social e nostálgico. “As trocas surgiram na antiguidade para a subsistência da raça humana, principalmente nas produções agrícolas, era o popular escambo, que se fez presente até mesmo na antiga história brasileira, entre portugueses e índios”, cita.

“No entanto, com o surgimento do capitalismo e da moeda, as trocas ficaram escassas, o dinheiro passou a dominar as ações comerciais. Todos buscam o mercado de trabalho para angariar fundos e produtos”, completa.

Posterior a isso, adentram no contexto a interação social e o caráter nostálgico. “As pessoas veem nas trocas uma remontada à infância. A troca de figurinhas, brinquedos, bolinhas de gude, tazos, entre outras coisas se perdem com o crescer, e essas trocas reavivam essa nostalgia”, afirma. “Além do mais, o fator da dificuldade econômica também ajuda. Quem não gostaria de conseguir algo que precisasse, apenas trocando por algo não aproveitável? É uma boa oportunidade para muita gente”, conclui. “Compramos e produzimos coisas em excesso, e sempre precisamos de algo para substituir o que não nos serve. As trocas estão aí para isso”, finaliza.



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