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Associação destaca aproveitamento do lixo orgânico

Por: PAULA CRISTINA CARDOSO DE SOUSA

24/04/2013

Cada dia se produz no Brasil milhões de toneladas de lixo. Parte do que é coletado se destina aos aterros sanitários, usinas de compostagens e incineradores. Porém, a maioria dos resíduos ainda vai para lixões.

Em Araraquara(SP) são produzidas diariamente 140 toneladas de lixo, que são encaminhados para o aterro sanitário de Guatapará(SP), já que o aterro local foi encerrado por determinação judicial, que considerou ter havido esgotamento de sua capacidade. Caso houvesse um processo de compostagem de lixos orgânicos, este número poderia ser reduzido, segundo o presidente da Associação Plante Vida, Francisco Batelochio.

“Araraquara deveria pensar nesta questão que pode onerar e muito o nosso planeta no futuro. O processo de compostagem deveria ser incentivado, ao menos, nas empresas de nossa cidade, e depois serem feitas campanhas com a população sobre a importância de se aproveitar o lixo”, declara o presidente da Associação.

Para Batelochio são grandes as vantagens do sistema de composteira doméstica e empresarial que, segundo ele, é o mais eficaz e fácil de fazer no momento. Ele informou que a composteira doméstica é um sistema de reciclagem dos resíduos orgânicos, onde minhocas e micro-organismos transformam restos de alimentos em adubo de excelente qualidade. “O sistema é prático, compacto, higiênico e de fácil manuseio que não produz cheiro, nem atrai insetos e animais indesejados”, afirma.

Processo de composteira

O sistema de composteira, também chamado de minhocário, é composto de três caixas, uma em cima da outra, sendo que as duas de cima são cheias de terra. No recipiente superior ficam cerca de 200 minhocas. Nem todos os alimentos podem ser despejados na caixa. Na lista dos alimentos vetados estão as carnes e os queijos, que podem apodrecer, além de comidas muito salgadas e muito ácidas.

As caixas devem ser cobertas por serragem ou palha. Para manter a umidade fecha-se a tampa e as minhocas começam a fazer todo o processo de compostagem. Quando a caixa ficar cheia ela deve ser passada para o segundo andar, onde por dois meses as minhocas trabalharão na digestão. O recipiente que estava no segundo andar vai para o topo, onde receberá os novos restos de comida.

"Enquanto acontece o processo de decomposição, escorre na última caixa o Chorume do Bem que pode ser utilizado para pulverizar plantas, servindo como adubo e pesticida",explica.

"À medida que os alimentos são absorvidos, a maioria das minhocas ruma para a caixa do topo em busca de mais comida. No recipiente intermediário, temos o adubo pronto, fresco, para ser utilizado nos jardins e vasos",completa.

Batelochio afirma que a compostagem, além de evitar a poluição, gera renda com a venda de adubo. “E ainda faz com que a matéria orgânica volte a ser usada de forma útil na natureza”,salienta.

Alternativa

A funcionária pública, Élide Inforsato, encontrou outra opção para o aproveitamento dos restos de alimentos, que segundo ela, também é eficaz como adubo para plantas e hortaliças. “Por não dispor de muito tempo, acabo depositando os restos de alimentos no fundo do meu quintal, onde tem terra. A meu ver os restos de alimentos jogados adubam a terra, e isso acaba sendo utilizada pelas plantas e hortaliça. Tudo que eu, ou alguém da minha família planta, nasce, cresce e, acredito ser saudável”,destaca Élide.

O empresário observa que este processo caseiro não é errado. “Esse é o composteiro caseiro. Só devemos tomar cuidado em não jogar carnes, para não apodrecer a terra. Para que não apareçam ratos e baratas, toda vez que depositar o material orgânico, cubra com palha ou serragem, para evitar o mau cheiro”, finaliza o presidente.



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