Ageuniara

Dengue exige atenção constante dos órgãos da saúde pública

Por: PAULO HERIQUE RIBEIRO CARDOZO

10/10/2012

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus e é transmitida, no Brasil, através do mosquito Aedes aegypti, também infectado pelo vírus. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo.

O ambiente ideal para a proliferação de mosquito é o lugar que combine calor e umidade, razão pela qual, a intensificação dos trabalhos se dá justamente durante o verão.

Em Araraquara(SP) a doença está controlada, mas com a proximidade do período das chuvas, a preocupação dos agentes incumbidos de combater a doença, se intensifica, sobretudo porque, segundo a Coordenadoria das Vigilâncias em Saúde, o número de larvas do mosquito é três vezes maior do que o aceitável pelos padrões preconizados a partir dos órgãos de saúde. “Trabalhamos seguindo orientação do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual da Saúde, respeitando e adequando as ações às características locais”, revela o coordenador municipal das Vigilâncias em Saúde, Feiz Mattar.

Segundo o coordenador, havia poucos casos até 2006, tendo aumentado muito em 2007, para se transformar em epidemia entre os anos de 2008 e 2011. “Conseguimos reverter a situação trabalhando na prevenção da doença, o que nos possibilitou que em 2012, tivéssemos redução das notificações para 105 casos”, completa Mattar.

Ações

Para o biólogo Luis Eduardo Tagliacozzo, gestor da unidade de Vigilância Ambiental e Saúde, desde 2008, tanto a Coordenadoria de Vigilância em Saúde, como a própria população passaram por transformações significativas para que se pudesse chegar ao relativo controle que se tem hoje.

A informação sobre a doença desencadeada pelos agentes de saúde diretamente para população foi um dos fatores mais importantes na conscientização de que o problema existia na cidade e era mais sério do se imaginava. “As pessoas tinham a dengue como uma doença de menor potencial ofensivo e que não geraria maiores problemas para a população. Com isso, a prevenção era deixada em segundo plano, o que muito contribuiu para a escalada vertiginosa do número de infectados”, relembra o biólogo. Boa parte da população ainda achava que dengue era uma patologia de predominância nos bairros periféricos. “Quando as notificações começaram a vir em larga escala dos bairros centrais e mais tradicionais, como São Geraldo e Santa Angelina, aí se percebeu que a doença era, de fato, um problema sério que deveria ser enfrentado por todos”, completa Tagliacozzo.

Tanto Mattar quanto Tagliacozzo são enfáticos ao citar outro fator que vem contribuindo muito para a melhoria no combate à doença. A infraestrutura oferecida pelo poder público. “Em 2008, éramos 28 agentes; hoje somos 150, com uma estrutura muito mais adequada de transporte, equipamento, capacitação profissional e autonomia para programar e executar as ações” assegura Tagliacozzo.

“É a conscientização da população, cuidando de seu quintal e fiscalizando as ações dos vizinhos, que dará à cidade mais tranquilidade para avançarmos para os níveis mais aceitáveis em relação à dengue”, finaliza Mattar.



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