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Universidades conscientizam alunos sobre o trote

Por: FERNANDA VILELA GABRIEL

04/03/2011

No início do ano letivo, universidades procuram conscientizar veteranos e calouros sobre a questão dos trotes violentos. Em muitos casos os calouros, também chamados de "bixos", sofrem ações violentas e/ou humilhantes, consequencias que as campanhas de conscientização pretendem evitar.

As brincadeiras com que os veteranos recebem os "bixos" nem sempre bem aceitas pelos que estão entrando na vida universitária. Por isso, as universidades estão investindo em comissões e conselhos especiais para banirem esse tipo de atividade violenta. Em paralelo, promovem os chamados “trotes solidários”, uma maneira de evitar constrangimentos e promover a solidariedade entre calouros e veteranos.

Cristina Sanches Siqueira é psicóloga e especialista em adolescentes. Ela explica que a prática de receber os calouros de forma violenta surgiu há muito tempo e está mudando com o passar dos anos. “Antigamente os trotes eram muito piores. Hoje em dia a cultura está mudando, pois já ocorreram muitos escândalos que mancharam o nome das universidades", lembra.

Segundo Cristina Siqueira, a prática dos trotes solidários é a medida mais saudável que os centros universitários podem tomar para evitar que as humilhações passem dos limites. “Os trotes existem e continuarão existindo, mas o trote solidário conscientiza tanto os calouros como os veteranos a pensarem mais no próximo”, complementa a psicóloga.

Adriana Serqueiro é uma das calouras do curso de Engenharia Civil do Centro Universitário de Araraquara (Uniara) e teme o momento do trote. “Estava pensando em nem vir para a faculdade no primeiro dia”, desabafa a universitária.

Antônio Carlos Júnior já adverte os calouros: “Os bixos não podem faltar no dia do trote, esse é o momento de integração que temos com nossos companheiros e eles não podem ter medo. Se não nos conhecermos por meio do trote, fica mais difícil fazermos amizade depois. O trote é, na verdade, uma grande festa”, comenta.

A Uniara criou, em outubro de 2009, a Comissão Permanente do Trote, uma maneira de coibir as ações violentas na recepção aos calouros. Formada pelos seus chefes a comissão engloba os Departamentos de Ciências Jurídicas, de Ciências da Administração e Tecnologia, de Ciências Humanas e Sociais e de Ciências Biológicas e da Saúde.

O chefe do Departamento de Ciências Jurídicas, professor Fernando Passos, explica que o Ministério Público Federal está preocupado com os resultados dos trotes universitários e pede que as instituições de ensino tomem medidas no sentido de coibir a prática entre seus alunos criando campanhas de conscientização. “A Uniara entende que esses trotes violentos não integram o aluno”, disse.

De acordo com os próprios veteranos, os trotes mais temidos são os dos cursos de Medicina, Engenharias em geral, Enfermagem e Direito.

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