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Cientista constrói detector de enchentes e poluição

Por: MARCOS EMMANUEL MAIA DE OLIVEIRA

14/09/2010

Acaba de ser divulgada pelo pesquisador Jó Ueyama, do Instituto de Ciências Matemáticas e Computação da USP de São Carlos (ICMC), a invenção de um aparelho que promete detectar possíveis enchentes.

Segundo Ueyama, o aparelho possui um computador central que processa as informações enviadas por sensores analógicos subaquáticos. A informação é levada até o computador, que tem o tamanho de uma caixa de fósforos e fica instalado em um pequeno poste na margem do rio. Depois de processados, os dados são enviados via rádio para uma central e ficam à disposição do órgão responsável pelo monitoramento (Defesa Civil, por exemplo).

“O sistema funciona utilizando energia elétrica. É utilizada uma bateria de lítio, semelhante à de telefones celulares, porém com uma capacidade de armazenamento de carga mais elevada. O aparelho utiliza placas solares, semelhantes às de radares de velocidade de trânsito, para gerar energia”, explica o cientista.

São dois os sensores subaquáticos. Um deles é responsável pela detecção de possíveis enchentes. Ele atua medindo a pressão d’água. Quanto maior a pressão, maior profundidade tem o rio. Se a pressão começa a aumentar, é sinal que o nível do rio está subindo. Tal informação é imediatamente enviada à central.

Um segundo sensor é responsável pela medição de poluição através da condutividade elétrica da água. O pesquisador explica que quanto maior a condutividade da água, mais poluído está o rio. A partir da medição do grau de condutibilidade, sabe-se se o rio está poluído ou não.

O aparelho ainda conta com um sistema de segurança responsável para identificar furtos ou vandalismos. Esse terceiro sensor fica do lado de fora da água, junto ao computador, ambos lacrados em uma caixa metálica. Esse sensor gera um gráfico de movimento em três eixos (x, y, z).A partir desse gráfico, sabe-se se o equipamento está mudando de lugar ou posição.

O sistema de transmissão de dados escolhido por Ueyama foi o ZigBee. Este sistema é semelhante ao Bluetooth. Porém, segundo o pesquisador, consome menos energia e permite maior fluxo de dados para a central.

Agora, Ueyama trabalha em um quarto sensor que mede o nível de gás metano presente na água. Esse nível é medido e com ele será possível saber a quantidade de coliformes fecais presentes no rio. “Os coliformes são responsáveis pela produção de metano. Essa é outra maneira de medir a poluição da água”, afirma ele.

Um dos pontos fortes do aparelho é a baixa demanda por manutenção dos dispositivos. Devido ao sistema de energia solar, o aparelho é “auto-suficiente”. O especialista afirma que, se instalado corretamente, o aparelho tem baixíssima periodicidade de manutenção.

O custo do equipamento é de R$ 250,00, incluindo os três sensores e o computador que processa a informação. O cientista ressalta que esse valor não inclui gastos com mão de obra e instalação.

No momento, a equipe de Ueyama trabalha na construção de protótipos resistentes à alta poluição como é o caso do rio Tietê, que corta São Paulo.

Ueyama afirma que o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) ,de Campinas(SP), se interessou pelo equipamento e estuda maneiras de patenteá-lo e produzi-lo em escala comercial.

O protótipo de Ueyama também será apresentado durante a III Semana de Computação do Instituto de Ciências Matemáticas e Computação da USP São Carlos (ICMC) que começa dia 20 de setembro.

Em São Carlos (SP), no dia 3 de abril de 2010, ocorreu uma forte chuva que ocasionou inundações. Na Avenida Comendador Alfredo Maffei,por exemplo, vários carros ficaram parados.Na região do Mercado Municipal, as águas invadiram várias lojas que sofrem há anos com as fortes chuvas.

Gláucia Maia, Chefe da Divisão de Acessibilidade e Mobilidade Urbana do Município, afirma que a cidade sofre com problemas de enchentes na baixada do Mercado Municipal, que é cortada pelo córrego do Gregório, bem no centro da cidade. O problema também ocorre na rotatória do Cristo, próxima ao Shopping Iguatemi,no encontro dos córregos Gregório e Monjolinho.

Segundo Gláucia, “o que evita efetivamente as enchentes, são medidas como reforma nas calhas dos rios ou execução de piscinões, diminuição da impermeabilização do solo e recuperação das matas ciliares”.Ela garante que tais medidas estão sendo tomadas pela atual gestão municipal de São Carlos.

“Ainda assim, o dispositivo me parece muito importante no que se refere à segurança da população que habita ou trabalha nessas áreas de risco, para que elas possam evacuar as áreas antecipadamente. Outro fator importante é a possibilidade de organização prévia do trânsito, interditando ruas alagáveis e prevendo rotas seguras e sinalização de emergência”, completa Gláucia.

Ueyama ressalta que o aparelho não evita enchentes, porém pode alertar rapidamente uma população para que saia das áreas de risco a serem alagadas. Segundo ele, a catástrofe pode ser prevista com uma antecedência de no mínimo 30 minutos. Esse fator é crucial para salvar vidas, além de evitar maiores prejuízos financeiros.



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