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Bullying preocupa matonenses

Por: ALEXANDRE POMPEO

04/05/2010

Conhecida como a violência de qualquer natureza cometida, freqüentemente, entre alunos de escolas ou instituições de ensino, o bullying está prejudicando as aulas e causando não só constrangimento, como também inúmeros problemas emocionais aos alunos vitimados por esta prática.

Em Matão(SP), os transtornos escolares desse tipo têm sido constantes, o que motivou pais e alunos a procurarem apoio nos órgãos de segurança pública, bem como departamentos competentes do Executivo para a redução nos incidentes ou solução definitiva do caso.

O problema já preocupa tanto, que o município realizou, no ano passado, a primeira Conferência Municipal Infanto-Juvenil Cultura e Paz nas Escolas, voltada à discussão coletiva dos desentendimentos que geram a violência escolar.

Desta Conferência, participaram educadores e até os próprios alunos, com suas idéias e saídas para minimizar o problema. De acordo com Alexandre Martins de Freitas, secretário municipal da educação, a Conferência se mostrou um ponto de partida para a sondagem das características do problema nas escolas públicas.“O que a gente percebe é que há registros e comentários sobre ofensas que se tornaram comuns, como xingamento a familiares e agressões físicas, como tapas, socos e pontapés.Por isso, a primeira fase deste trabalho compreendeu a fase escolar, da qual todos participaram, inclusive os alunos",explica.

Então,segundo ele, houve a segunda fase, a Conferência propriamente dita, que determinou iniciativas a serem tomadas em sala de aula. "Agora, estamos avaliando os resultados das orientações e trabalhos aplicados em sala”, esclarece",completa.

Porém, apesar desta iniciativa, a população reclama por medidas efetivas para que o bullying não cresça ainda mais. Para Sônia Ferraz de Moura, mãe de aluno que foi vítima do bullying com apenas dois anos e meio, as propostas têm que dar resultado. “Atribuo grande parte deste problema à educação em casa. Muitos pais não corrigem o comportamento dos filhos. Na escola do meu filho, uma menina o mordia para conseguir tirar os objetos dele. Certo dia, ele foi mordido oito vezes e fui à escola para saber o motivo. As professoras sempre falavam que ele não estava sendo mordido na escola e, depois, falaram que a menina fez isso porque vinha da Casa Abrigo, estava com problemas emocionais, pais e mães separados, etc. Falta ação. No final das contas, meu filho teve que passar por um psicólogo para poder se adaptar e retornar à escola”.

Além do Executivo, o problema também chamou a atenção do Legislativo. Após ser procurado por pais de alunos, o vereador e presidente da Câmara matonense, Edinardo Esquetini(PSB), apresentou um projeto de lei na última Sessão Ordinária, o qual pretende criar dispositivos legais acerca do assunto.

Aprovado em segunda discussão e votação, o projeto de lei nº 35/2010 dispõe sobre a inclusão de medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying escolar, no plano pedagógico elaborado pelas escolas públicas de educação básica.

Esquetini explica que a propositura quer regulamentar o tratamento da questão. “Vemos o aumento na violência escolar e como esta violência tem causado danos de todos os tipos às crianças. Elas ficam inibidas, reprimidas e até com medo de irem à escola. Por isso, o projeto é completo, incluindo desde o arquivamento de ocorrências de bullying para avaliações posteriores, até a orientação das vítimas e recuperação da auto-estima para a volta normal às atividades escolares”, finaliza.



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