Ageuniara

Número de atropelamentos foi maior em 2009

Por: LAIS FRANÇOSO

24/03/2010

Araraquara (SP) registrou em 2009 a soma de 121 atropelamentos. Três deles não apresentaram vítimas, porém outros 118 apontaram existência de pessoas feridas leve ou gravemente, sendo uma fatal. A causa do aumento em relação aos anos anteriores deve-se ao crescimento acelerado do número de veículos, alcançando a marca de 120 mil transitando pela cidade, ou seja, cerca de um veículo para cada dois habitantes.

Em 1997, o índice era de 71 mil meios de transporte. Quase o dobro foi observado dez anos mais tarde: 112 mil veículos, um para cada 1,8 habitante. Hoje, com uma quantidade maior de moradores – excedendo 200 mil – a parcela de irregularidades quanto ao desrespeito ao pedestre tende a agravar.

O balanço estabelecido pelo DENATRAN e divulgado pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes indica que, em 2009, embora houvesse crescimento no número de envolvidos, as mortes diminuíram. Em contrapartida, em 2007, elas foram 2% de um total de 106 atropelamentos e em 2008, 3,2% de 107 acidentes.

Segundo o delegado Edivaldo Ravenna Picazo, da CIRETRAN de Araraquara, é possível que o motivo pelo qual ocorra uma sucessão de problemas no trânsito esteja no interesse excessivo de cidadãos almejando uma habilitação, principalmente jovens que acabaram de completar 18 anos. “Licenciamos cinco mil carros, há uma retirada de 950 novas carteiras de motoristas, além de mil que são renovadas”, afirma Ravenna.

Casos de atropelamentos são sempre noticiados na mídia e, recentemente, o de maior repercussão na cidade aconteceu no dia 13 de março quando uma técnica em enfermagem de 50 anos foi morta por um carro que um funcionário de uma empresa terceirizada ligada à Telefônica dirigia. O motorista de 29 anos não a socorreu e fugiu do local mas, dias depois, entregou-se à polícia.

Soluções para esses tipos de acidentes estão ligados à maneira como o pedestre se comporta ao atravessar a rua: se realizar a ação na faixa destinada a ele, é obrigação do condutor do veículo esperá-lo para em seguida arrancar com o carro; entretanto, por motivos de pressa e falta de orientação acaba fazendo outro caminho. Na maioria das vezes, a culpa é do motorista que ocupa o espaço do pedestre em lugares com ou sem sinalização. O “Fantástico” dessa semana mostrou que, em grandes cidades, o desrespeito pelas pessoas que circulam nas ruas é grande, sendo os idosos os mais afetados por serem vagarosos. Em 2009, só em São Paulo, 671 pessoas morreram atropeladas.

No interior, medidas preventivas deveriam ser tomadas para que o número de acidentes em geral seja reduzido como, por exemplo, “investir na formação dos novos condutores, já que são os principais causadores”, declarou Edivaldo Ravenna. Além disso, vias de acesso ajudariam a desafogar o trânsito e, assim, possibilitariam melhor visualização da rua para que seja feita a travessia.

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