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Taquaritinga amplia cemitério municipal

Por: NATÁLIA FERNANDA NUNES

04/10/2007

O cemitério municipal de Taquaritinga (SP) está em reforma, o motivo é a ampliação do local. Durante, aproximadamente, dois meses, houve a construção de uma fileira de túmulos na lateral direita do terreno, onde se localiza a Rua Dilermano Dias dos Santos.

A calçada desta Rua foi diminuída, por causa do muro construído para a ampliação.Deste modo, ficou quase impossível o trânsito de mais de uma pessoa na calçada e houve a necessidade de trafegar na Rua.

Segundo Antonio Lutz, secretário de obras da prefeitura, não há possibilidade de ampliar mais o cemitério. “O local ficará lotado em 14 meses”,afirma ele. De acordo com Lutz, a prefeitura somente construirá outro cemitério se for com recursos públicos e se não houver nenhum interesse de empresas privadas em construí-lo.

O secretário de obras diz que existe um limite na largura da calçada, porém, no momento, o orçamento não é suficiente e como a Rua é pouco movimentada, não há pressa em refazer a calçada. Segundo Lutz, para construir um cemitério é necessário um espaço de seis alqueires, e que não tenha proximidade com rios e nascentes de água.

Segundo Regina Oliveira dos Santos, doméstica e moradora da Rua Dilermano Dias dos Santos, esta ampliação não resolverá o problema pelo qual passa o cemitério. “O cemitério não comporta mais túmulos, está lotado, não adiante aumentar”, afirma ela.

Ela afirma que o governo municipal tentou de tudo um pouco para atender a necessidade da população, porém tudo foi em vão. “Eles já fecharam várias Ruas de dentro do cemitério e nelas construíram túmulos, mas não adiantou", completa Regina.

A doméstica Simone Silva ressalta que a diminuição da calçada dificultou muito para os moradores do local, pois as pessoas são obrigadas a trafegar na rua. “A calçada cabe uma pessoa só, é impossível andar em dois. E fica pior onde está o poste de luz, que praticamente está no meio da calçada, para desviar do poste somos obrigados a andar na Rua”, diz ela.

Já Roseli Milani, moradora do bairro, diz que as mães são obrigadas a andarem nas ruas com os carrinhos de bebês, pois como a calçada é estreita não cabe o carrinho de criança.“Isso é um absurdo, tenho que andar com o carrinho na Rua porque na calçada não cabe.Colocam em risco a vida de muitos bebês. Sem falar nas crianças que brincavam na calçada, agora que diminuíram, só restou a Rua para eles brincarem”, desabafa.



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