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Após 11 mortes de motoqueiros, São Carlos começa a tomar providências

Por: ANDRE LUIZ GATTI

12/09/2007

O trânsito de São Carlos registrou na última semana a 11ª morte de motoqueiro na cidade. Segundo o secretário dos Transportes e Trânsito, Ricardo Meirelles, o grande número de acidentes decorre da alta velocidade dos motociclistas e do crescimento da frota de motos. As primeiras providências a serem tomadas com urgência serão a instalação de equipamentos de segurança em pontos críticos, continuar com campanhas de prevenção de acidentes e uma severa fiscalização dos equipamentos de segurança dos motoqueiros, informou o secretario.

Os dois últimos acidentes de moto envolveram Ricardo Bezerra Nunes, de 19 anos, que morreu depois de bater com a sua moto em um poste; e o estudante José Luiz Turi Filho, de 18 anos. Os dois acidentes aconteceram na Avenida Bruno Ruggiero Filho, chamada agora de “Avenida da morte”.

Os dados apontam que em cada 10 acidentes ocorridos no município pelo menos 6 envolvem motociclistas e dois deles acabam em estado grave. Neste ano seis pessoas morreram no local dos acidentes e quatro na UTI da Santa Casa. As vitimas desses acidentes são pessoas entre 16 a 35 anos.

Em dados da Ciretram de São Carlos apontam que, a cada mês, uma média de 270 novas motos são emplacadas na cidade. O número representa um aumento anual de 21,76% na frota de motos entre 2006 e 2007. Há cerca de 20 mil motos e outros veículos de duas rodas que circulam no trânsito de São Carlos hoje.

O aumento na frota de motos e motonetas é um fenômeno que ocorre, segundo especialistas, por vários motivos, entre eles a ausência de uma política de transporte coletivo no Brasil e o poder aquisitivo da população que prefere comprar uma moto, por ser mais barata. O servente Gilmar Rodrigues explica sua opção pela moto: “Há três fatores que me levam a essa opção: mobilidade, rapidez e a economia que ela proporciona”.

Contrariando qualquer estatística, os entregadores de pizza, jornais, encomendas e motoboys não são a maioria das vitimas no trânsito de São Carlos. Em geral as vitimas são os jovens que compram motos de pequena cilindrada. Eles acreditam que podem controlar o veículo com mais facilidade por não ter o motor tão potente, disse o PM Marcos Ribeiro.

Apesar de campanhas de prevenção, acidentes com motos aumentam a cada ano na região. Araraquara já registrou 20 mortes neste ano, Rio Claro 5 e São Carlos 11.

Segundo os profissionais da Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros que diariamente atendem acidentes de trânsito na cidade, a moto é um veículo de natureza mais instável, que o condutor está em cima do veículo e não dentro, ficando assim menos protegido, além de ser menos visível aos motoristas de carro e caminhões.

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