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Vigilância eletrônica no cemiério de Rio Claro acaba com furtos

Por: PAULO ROGÉRIO NOGUEIRA

29/08/2006

Dois anos depois da implantação do sistema de monitoramento por câmeras, os furtos de peças de metal no cemitério de Rio Claro foram reduzidos a quase zero. Uma situação bem diferente de Araraquara, onde só neste ano foram registrados oitocentos furtos nos dois cemitérios da cidade.

Das duas vezes em que o aposentado Antonio Medeiros descobriu que o túmulo do pai tinha sido violado no cemitério São Bento, de Araraquara, já era tarde demais para tomar providências. Os ladrões levaram placas de bronze com os nomes dos mortos. “Fiquei sabendo por meio da mulher que faz a limpeza do túmulo", explica. Para consertar o estrago feito pelos vandalos o aposentado gastou R$ 100,00. Ele não lamenta o valor gasto para consertar o túmulo e sim o valor sentimental que cada peça representava para a família.

No túmulo da família do motorista Israel Marcondes, onde estão enterradas cinco pessoas de várias gerações, os vândalos arrancaram molduras de porta-retratos, quebraram fotos em louça e pixaram todo o túmulo. O motorista conta que a sensação de chegar e ver o estrago é de profunda tristeza.

Casos como esses têm sido comuns, de acordo com os encarregados dos dois cemitérios administrados pela prefeitura (São Bento e Da Cruzes). Do início do ano até agora já foram furtadas 800 peças.

Em função das reclamações, os dados estão sendo contabilizados agora pela própria prefeitura. De acordo com a Secretaria de Administração, decidiu aumentar a frequência das rondas nas duas unidades e estuda a implantação de um sistema eletrônico por meio de sensores de movimento. Mas por enquanto não há prazos. Ainda de acordo com a administração dos dois cemitérios, as peças em bronze são as preferidas porque possuem valor de mercado e são vendidas para ferros velhos clandestinos, onde são reaproveitadas.

Em Rio Claro a administração municipal conseguiu coibir a ação dos ladrões por meio da instalação de três câmeras em pontos estratégicos e de cercas elétrica nos fundos e laterais do cemitério São João Batista. O aparato de segurança foi instalado em 2004. A administração não tem uma estatística sobre a redução de ocorrências nos últimos dois anos, mas garante que está sendo eficiente, já que em 2006 não foi registrado nenhum furto ou ação de vandalismo.

Bruno Nascimento Dias, que já teve o túmulo do irmão violado, conta que se sente bem mais seguro agora com o novo sistema, pois nunca mais teve este tipo de problema.

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