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Araraquara registra em média 3 casos de hepatite por dia

Por: ANTONIO MARCOS SIMONETTI

09/05/2006

Nos últimos meses foram registrados, em média, três casos de hepatite por dia na cidade. A estimativa do Serviço Especial de Saúde de Araraquara (SESA) é que cerca de 3.600 pessoas tenham a doença e ainda não sabem.

A hepatite é uma inflamação no fígado que compromete suas funções normais e, se não for tratada, pode se transformar em cirrose hepática ou câncer no fígado, órgão responsável pela absorção de nutrientes e medicamentos. O fígado também produz substâncias essenciais para o funcionamento do organismo.

Segundo a enfermeira chefe do setor de epidemiologia do SESA, Ângela Aparecida Costa, a doença se tornou de notificação compulsória no estado de São Paulo a partir de 2000. Quando alguém faz um exame de sangue e é detectado o vírus da hepatite, o laboratório é obrigado a relatar o caso à Vigilância Epidemiológica, para que seja contabilizado. O mesmo procedimento é adotado nos casos de dengue, hanseníase, tuberculose, AIDS e outras doenças.

Muitos desses resultados são de pacientes que já eram portadores do vírus antes da implantação do programa. Ângela conta que existem três classificações para a hepatite. O tipo A é a forma mais branda da doença, transmitida por alimentos contaminados e falta de saneamento básico; ocorre geralmente em crianças. As do tipo B e C são transmitidas através de transfusão de sangue, ou quando se compartilha agulhas e seringas. Pode ser passada de mãe para o filho na gravidez, ou na relação sexual.

De acordo com Ângela, o vírus reage de formas diferentes em cada organismo. Algumas pessoas podem ter o vírus durante a vida inteira e ele não se manifestar, mas esses indivíduos podem transmitir para outras pessoas, que poderão desenvolver a doença ou não. O vírus da hepatite é quarenta vezes mais resistente que o HIV, o vírus da AIDS. Se uma gota de sangue contaminado ficar exposta ao ar livre, o vírus da hepatite sobreviverá por até sete dias.

O médico infectologista Walter Manso Figueiredo explica que a hepatite é curável em 99% dos casos, quando tratada no início da doença. Quando o caso se torna crônico a porcentagem de cura é de 90%, já nos casos de hepatite C, esse número cai para 70% nos casos crônicos.

De acordo com Walter, a hepatite não apresenta sintomas no inicio, mas na fase crônica ela causa febre, dor de cabeça, escurecimento da urina e as fezes ficam esbranquiçadas.

Atualmente só existe vacina para hepatite do tipo B e faz parte do calendário de vacinação infantil. Segundo Walter, ela é 100% eficiente. Adultos menores de 19 anos também têm direito a vacina grátis em qualquer unidade de saúde. O tratamento é gratuito para todos os tipos de hepatite. Mesmo depois curado o paciente deverá fazer exames periódicos, pois o vírus pode voltar ainda mais resistente.

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