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Araraquara discute problemas de moradores de rua

Por: AMAURI ALEXANDRE ALVES

26/04/2006

Em Araraquara (SP), um movimento articulado pela Secretaria de Inclusão Social e Cidadania, Fundo Social de Solidariedade e com apoio da Pastoral do Migrante promove encontros onde são discutidos os problemas das pessoas que vivem nas ruas.

O movimento conta com o apoio e partipação do coordenador nacional de Luta em defesa pelos Direitos da População de Rua, Anderson Lopes Miranda e do estagiário do programa "Jovem Cidadão" e estudante de Ciências Sociais da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Luciano Marcio Freitas de Oliveira, que apontaram os problemas das pessoas que vivem na rua.

Estão cadastrados na Casa Transitória de Araraquara, 140 moradores de rua identificados; quanto à origem, 38% são originários do município e quanto ao nível educacional, 7% são analfabetos.

Em 2005, foram atendidos 13.175 moradores de rua, sendo que 5.356 são itinerantes e migrantes (aumento populacional decorrente do período de safra); destes,7.819 são de Araraquara. Cerca de 11.939 são homens e 894 são mulheres e 442 são menores.

Foram fornecidas 578 passagens para Jaú (SP), 906 para São Carlos (SP), 676 para Matão (SP) e 634 para Ribeirão Preto(SP).

Em 2006, nos meses de janeiro e fevereiro, já foram atendidas 1.795 pessoas, sendo que 765 são itinerantes e migrantes e 1.030 são moradores em situação de rua na cidade, estando divididos em 1.540 homens, 190 mulheres e 65 menores.

Foram fornecidas 92 passagens para a cidade de Jaú, 178 para a cidade de São Carlos , 111 para Matão e 69 para Ribeirão Preto.

Segundo Regina Célia Rodrigues, auxiliar administrativa da Casa Transitória, antes a "Casa" oferecia banho, comida e pernoite. Hoje faz encaminhamentos para médicos, expedição de documentos, remédios, fotos, passagens, internações para hospitais, fornecem roupas e fazem ronda durante a noite em busca de moradores de rua e entram em contato com a família dos mesmos.

Eles mesmos escolheram os coordenadores para várias funções. Elias Chucri Abdalla, morador de rua, coordenador geral, fala vários idiomas como Inglês, Francês, Espanhol e ensina o que sabe da bíblia aos colegas de rua.

Neandro Ribeiro da Silva, 44 anos, foi casado, tem uma filha e por motivos familiares, vive há pouco tempo na rua.Ele diz que viver na rua é muito humilhante,porque não tem onde ficar e onde comer, sofre com o frio e teve os documentos perdidos e por isso não consegue arrumar emprego.

Com esse programa de Inclusão Social, ele tem esperança de reconstruir tudo o que perdeu na vida: família, casa, e dignidade. Está com a auto-estima elevada, confiante em encontrar um trabalho e viver dignamente como um ser humano.

Já José Idevaldo da Silva (o Elvis), tem 25 anos e já concluiu o 3º grau, escreveu uma redação na improvisada sala de aula com o tema “ Quem sou. Quem gostaria de ser”.



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