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UNIARA

Ageuniara

Necessidade de trabalhar pode comprometer formação dos jovens

Por: GLAUCIANY FONSECA MOREIRA

06/05/2005

Após o difícil ingresso na universidade, um número crescente de jovens se vê na situação de conciliar os estudos com um emprego. A priori os estudos deveriam dar a formação suficiente para seguir uma futura carreira, porém não é bem o que está acontecendo.

O valor das mensalidades das faculdades privadas é cada vez mais elevado, o que leva os estudantes a conciliar os estudos com um trabalho. Assim podem arcar com as mensalidades, ou com uma parte delas, quando ajudados pelos pais.

Essa situação compromete o desempenho desses jovens na faculdade, pois muitos não conseguem dar a dedicação necessária ao curso, devido a falta de tempo.

Priscila Rayelli, 20 anos, cursa o 2° ano de Rádio e Tv no período noturno em uma faculdade particular, onde não há bolsas de estudo. Trabalha oito horas por dia e diz que a mensalidade compromete todo o seu salário, e se não trabalhar, seus pais não tem como pagar o curso. “Corro contra o tempo para conseguir estudar tudo o que me é pedido” .

Mas isso não ocorre somente em universidades particulares. Muitos estudantes de faculdades públicas enfrentam problemas financeiros e têm dificuldade para sustentar os estudos longe de casa. E devido à falta de assistência das faculdades públicas, o número de universitários que trabalham aumenta.

Esse é o caso de Nara Ramos, 20 anos, que cursa o 2° ano de Administração Pública no período noturno em uma universidade estadual. A Instituição oferece somente três tipos de recursos aos alunos: a bolsa PET, direcionada a alunos que fazem pesquisa; PAE, que fornece uma ajuda mensal ao aluno; e a moradia estudantil, onde não se cobra aluguel. Com a mãe desempregada, Nara teve que procurar emprego e está trabalhando há dois meses em um escritório de contabilidade. “Tentei recorrer à bolsa PAE (quantia de R$ 170mensais), mas não consegui passar na entrevista . Depois que comecei a trabalhar não tenho mais tempo de ler os textos e me preparar para as aulas”, diz.

Gilberto Ferreti, professor universitário de rede privada, diz que, na maioria dos casos, os alunos que trabalham, prestam mais atenção nas aulas em relação aos outros. Mas nem sempre as notas finais são as esperadas .

“Muitos, quando recebem suas provas, pedem um trabalho para complementar a nota e justificam-se dizendo que por trabalhar não tiveram tempo suficiente para estudar”.

De acordo com o sociólogo Rafael E. Faria, essa situação gera conseqüências positivas e negativas. Por um lado o jovem adquire responsabilidade e amadurecimento, mas em contrapartida ocorre uma má formação acadêmica, prejudicando a futura carreira, gerando desqualificação, e logo o barateamento de mão de obra, prejudicando a formação do cidadão no geral.

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