Ageuniara

APAE de São Carlos oferece tratamento especial a autistas

Por: KAROLINE JACQUELINE DE SOUZA

06/04/2005

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Carlos – Apae, realiza trabalho especial com os autistas em alas especiais, para desenvolverem habilidades de acordo com as necessidades de cada um. A Associação atende crianças e adultos na faixa de 3 a 28 anos.

O trabalho consiste em estruturar o pensamento do autista a partir de rotinas previsíveis, tanto visuais quanto auditivas, sempre no mesmo ambiente. Esse método de abordagem da educação dos autistas é conhecido por TEACCH, informa a psicóloga Aline Fauvel, responsável pelo Centro de Atendimento ao Autista.

O método Teacch serve para os autistas entenderem o que alguém quer lhes dizer quando tenta se comunicar com eles. Os excepcionais aprendem mais pelo que vêem do que pelo que ouvem. “Se mostramos a eles um desenho de vaso sanitário, já sabem que é para ir ao banheiro; pelos desenhos conduzimos os autistas”, explica Aline.

O autismo é definido como um transtorno evasivo do desenvolvimento humano, que afeta crianças antes dos 3 anos. É comum os pais relatarem que a criança passou por um período de normalidade, anteriormente à manifestação dos sintomas.

A maior dificuldade do autista é o relacionamento social, a comunicação e atividades lúdicas. Os autistas têm a ausência da fala, ausência da noção do perigo ou do medo de situações de risco, mudanças de humor, riso/choro aparentemente sem motivo, manias, rituais e pensamento repetitivo. Em alguns casos é possível verificar dificuldades alimentares, problemas intestinais, dificuldade para dormir e crises convulsivas. Os comportamentos variam de pessoa a pessoa e também com a idade.

Os autistas geralmente são tratados como violentos, mas Aline assegura que não oferecem perigo nenhum para a sociedade e familiares. Mas pode acontecer de ficarem nervosos por não conseguirem se comunicar. "Eles não são deficientes mentais, só tem problema com seu desenvolvimento”, explica a psicóloga.

As agressões dos autistas são voltadas para si próprios como morder as mãos, bater a cabeça na parede, puxar os próprios cabelos, estapear-se e atirar objetos.

Destaques:

Reportagens recentes:

Todas as reportagens

Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte. Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Universidade de Araraquara / Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / CEP 14801-340 / 16 3301.7100 (Geral) / 0800 55 65 88 (Vestibular)
N /ageuniara/