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Matão ganha Centro de Orientação da Mulher

Por: RODRIGO PAGLIANI SIMONATO

31/03/2005

Em março, quando se comemorou ao Dia Internacional da Mulher, está sendo formada em Matão a Organização Não Governamental (ONG) Centro de Orientação da Mulher "Nica Pinotti". O objetivo é orientar, ministrar cursos, promover encontros e dar dicas de saúde a todas as mulheres interessadas.

A violência contra a mulher preocupa as autoridades e não está relacionada com nível social ou econômico. De acordo com o documento da Anistia Internacional qualquer mulher está sujeita a ela.

Nos Estados Unidos a cada 15 segundos uma mulher é espancada e anualmente 700 mil mulheres são estupradas. Na Índia mais de 40% das mulheres casadas são espancadas e estupradas.

Para a delegada de polícia da Delegacia da Mulher (DDM) de Matão(SP), Maria Imaculada Ricoldi, apesar destes números assustadores as mulheres têm motivos para comemorar.

No Brasil desde de 1985 vem sendo implantado uma Delegacia da Mulher em quase todas as cidades do Estado de São Paulo."Hoje as mulheres têm acesso mais fácil quando vão fazer uma denúncia e contam ainda com profissionais da área da saúde como psicólogos e médicos que podem auxiliar na conduta",diz.

Mesmo com essa facilidade ainda é grande o número de mulheres brasileiras que não denunciam a violência por diversos fatores.

Existe uma lei que protege a mulher quando ela é agredida. Nesse caso a mulher pode solicitar uma Medida Cautelar e afastar o agressor do seu lar, se for o caso.

"Para que a mulher tenha o respeito que mereça, tem que ser forte o suficiente para manter a queixa, pois, ao contrário, a agressão não irá parar. O perdão neste caso não é um caminho eficaz", ressalta a delegada.

Uma outra violência que vem sendo praticada e mais difícil de provar, afeta as mulheres gestantes que exercem alguma atividade profissional.

Isso ocorre pouco antes da mulher ter que se afastar, no período da licença maternidade. Qualquer erro que comete é automaticamente ligado ao fato da gestação.

"Esse constrangimento também é considerado abuso", reforça a médica ginecologista,Dra. Helena Perissé de Oliveira,de Matão.



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