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Pais e Especialistas discutem o comportamento dos adolescentes

Por: NORMA DOS SANTOS

17/09/2004

Os pais de adolescentes convivem com um eterno desafio, que é encontrar a fórmula ideal para lidar com a formação da personalidade de seus filhos.

As grandes mudanças ocorridas no mundo e na sociedade, nas últimas décadas, contribuíram para que os pais de hoje, se preocupem ainda mais com o assunto. “É um fenômeno da alternância de gerações”, teoriza a psiquiatra Gabriela Kammer, de Araraqura (SP).

“Os pais dos jovens de hoje foram educados de forma autoritária, e convivem com o impasse em relação à educação de seus filhos, alguns acabaram caindo no extremo oposto que é a permissividade”, diz.

Para o psicólogo Orlando Compri, antigamente, quando um filho queria fazer alguma coisa que os pais reprovavam, bastava um deles dizer: “Você não fará isso porque eu não quero”. E o assunto estava encerrado.

Na visão do psicólogo, isso não funciona mais, os jovens da geração atual são mais informados, mais questionadores. "Isso é bom, significa que no futuro, não irão aceitar qualquer coisa que lhes for imposta”, afirma.

Segundo ele, os pais ganharam um trabalho extra, não bastando apenas proibir os filhos. Para ele, é preciso justificar com bons argumentos a proibição. “

"Em outros tempos eram os filhos que tinham de dar explicações aos pais, hoje, são os pais que, na hora da imposição de limites, as dão aos filhos", comenta.

Para educadora Cleuza Domingues do Colégio Cecília Meirelles de São Carlos (SP) o bom senso e o dialogo são fundamentais para uma boa educação, sendo dispensáveis os extremos.

“O pai moderno é aquele que estabelece limites com fundamentos educacionais”, ensina a educadora.

De acordo com o gráfico, Carlos Alberto Fermino, é muito difícil acertar totalmente na educação dos filhos nos dias de hoje. “É necessário muito dialogo e principalmente um trabalho de observação sobre o comportamento dos filhos”.

Segundo ele, usar de violência e extremismos é prejudicial, quando o intuito é manter uma boa relação com o jovem. Em alguns casos, a ausência dos pais, principalmente no período em que os jovens estão em casa, pode ocasionar uma distância entre pais e filhos, que muitas vezes não têm tempo para o diálogo.

A empregada doméstica, Maria Inês, afirmou que não pode dar uma educação adequada para seus três filhos, já que passava o dia inteiro trabalhando. “Tinha dia que eu não via meus filhos, quando chegava em casa à noite, eles já estavam dormindo”.

Segundo a doméstica, mesmo não estando sempre presente, ainda assim, ela conseguiu fazer com que seus filhos não criassem problemas em relação a comportamento.

Os especialistas concordam em um ponto: a boa educação do adolescente é aquela que começa na infância. É preciso estabelecer regras claras, desde cedo, para evitar problemas de comportamento.

Em contrapartida a falta de limites pode ser encarada como algo negativo pelo próprio adolescente. Para ele, isso pode ser sinônimo de falta de afeto.

O adolescente C.L.F 17, afirmou que seus pais sempre deram liberdade para que ele fizesse o que quisesse. “Com 13 anos eu fumava e já havia começado a experimentar drogas”, revela.

Segundo o jovem, seus pais não conversavam sobre os perigos das drogas. “Precisei aprender a combater o vício pela minha grande vontade de ser esportista e a falta de diálogo e limites por parte dos pais, pode ser uma razão pela qual o adolescente se perca nos vícios”.

J.C.P, 19, teve uma educação conservadora, passava todo o período de vigília em casa, e dificilmente tinha permissão para sair com as amigas.

“Tinha uma única amiga, mas só com muita insistência meus pais permitiam que eu saísse com ela”. De acordo com a jovem, as proibições constantes fizeram com que ela, aos poucos iniciasse um processo de independência que só trouxe prejuízos para sua vida.

“Tive envolvimento com pessoas que não faziam parte do meu mundo e aos 17 anos precisei deixar o colégio e minha casa em função de uma gravidez indesejada”, diz.

Outro problema que muitas vezes ocorre durante a educação dos filhos, é a discordância entre os pais, que muitas vezes não chegam a um acordo antes de impor regras.

Em alguns casos a criança pode ficar confusa, não sabendo quem está certo ou até mesmo, explorando essa contradição. Os especialistas comparam o processo educacional a um barco. É importante que, desde a infância, os pais remem na mesma direção.

Uma pesquisa realizada pela Revista Escola em maio de 2004, nas principais capitais brasileiras, revelou que grande parte dos adolescentes de classe média que dirigem embriagados, que usam drogas ou entram em brigas de gangues, provocando acidentes ou arriscando a própria integridade física, vêm de famílias que não souberam impor limites a eles. Mesmo sendo um assunto muito discutido, são poucas as pesquisas e levantamentos feitos sobre o tema.



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