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Criar animais exóticos exige cuidados

Por: ALECIA QUINTINO PONTES

20/08/2004

Ter um animal exótico em casa como bicho de estimação pode parecer bastante estranho para a maioria das pessoas. Mas o fato é que cada vez mais esses bichinhos invadem os lares de quem procura por uma companhia diferente.

O jovem Jeferson Luis Furoni é um deles, aos 19 anos encantou-se por uma Iguana quando a viu pela televisão. A idéia do rapaz era adquirir uma cobra, mas como sua mãe não autorizou, ele optou por comprar "Catarina", a Iguana. "Achei um bicho diferente", conta.

Furoni lembra que há cinco anos, quando comprou a Iguana, em um petshop, não sabia quase nada sobre os cuidados que deveria ter com ela.

"O rapaz da loja me explicou como cuidar de Catarina. Nas primeiras semanas tivemos muitas dificuldades", diz. Hoje, a única dúvida que a família tem a respeito da companheira, de aproximadamente um metro e vinte de comprimento, refere-se a idade dela. De resto, ela já é considerada membro honorário da família.

O casal Andréia e Cléber Rollo tem “loucura” por animais.Possuem três furões, uma cobra jibóia, além de 11 cães de médio e grande portes.

"Ana", "Mila" e "Sami", os furões, vivem em uma gaiola apropriada e fazem as suas necessidades sempre no mesmo local, em uma espécie de cumbuca. Mesmo quando são soltos e sentem necessidade de ir ao banheiro voltam para a gaiola, para alivio e tranqüilidade do casal que retira apenas a vasilha para limpeza, diferente dos cães, que fazem suas necessidades por todo o quintal.

A única diferença em ter um furão como um bicho de estimação está no custo. Um quilo de ração gira em torno de R$ 45,00 e o animal cerca de R$ 900,00, além da gaiola que deve ser trocada uma vez por ano e os banhos e os cortes de unha que ocorrem uma vez por semana.

Já Cléber é responsável por "Sílvio", a jibóia. Ele diz que se interessou pelo animal por ser diferente e exótico. "Vi em um site e achei inusitado. Comprei",lembra.

A alimentação da cobra é que faz com que a esposa e a maioria das pessoas "arrepiar". "Sílvio" alimenta-se de camundongos vivos, uma vez por semana.

A cobra, primeiro mata o ratinho por asfixia, e só depois de checar os seus sinais vitais para certificar-se do óbito é que o engole por inteiro. "Dá para ver a anatomia do roedor certinho, dentro de Sílvio", conta o proprietário.

Cléber conta que no início, há dois anos quando adquiriu a cobra, seu cativeiro era em um aquário, e a tampa de vidro era mantida fechada por pedras.

Só que "Sílvio" sentiu fome durante a noite, derrubou a tampa com pedras e tudo, invadiu uma gaiola de pássaros e alimentou-se.

"Silvio nunca me mordeu, nem a ninguém. Ela só ataca para se defender e também só se alimenta quando está com fome. Caso contrário ele ignora o roedor", explica.

Andréia explica que tanto a cobra quanto o réptil possuem um ship de reconhecimento, garantindo a procedência legal dos bichos.

O biólogo e especialista em Saúde Pública, Valter Luiz Iost explica que algumas precauções devem ser tomadas na hora de adquirir um animal exótico.

"A primeira delas é observar se a loja que comercializa estes animais possui licença junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com isso evita-se o tráfico e o comércio ilegal de animais silvestres", diz.

Segundo ele, a licença garante que aquele animal nasceu em cativeiro e que não foi retirado de seu habitat natural.

"A outra é saber se o animal a ser adquirido é venenoso ou peçonhento. Os cuidados na hora da alimentação, higienização e escolha de seu cativeiro devem ser redobrados, garantindo a segurança de todos da família", observa.

O especialista lembra que existem pessoas que compram estes animais porque acham diferente e depois acabam se arrependendo e abandonando-os em lugares não apropriados, como beiras de rio, matas, terrenos baldios, entre outros.

"Isso nunca deve ser feito, pois pode causar um desequilíbrio ecológico. O ideal é devolver à loja onde foi adquirido, ou ao departamento de Controle de Sinantrópicos, para cobra, aranha e escorpião, por exemplo e o próprio Ibama, para outros animais”,orienta.



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