Ageuniara

Professor salta de pára-quedas e rompe limites

Por: EMERSON DE OLIVIERA CAMARGO

25/11/2003

João Paulo Swister, 28, professor de pára-quedismo, rompe as barreiras da deficiência física, e ultrapassa seus limites.

A ausência da perna direita, proveniente de um acidente automobilístico, não o impediu de realizar um antigo sonho : se tornar um pára-quedista.

O interesse pelo pára-quedismo surgiu quando João Paulo assistiu a apresentação de comemorações de Aeronáutica e teve a oportunidade de ver saltos irreverentes.

"Foi paixão à primeira vista, eu estava emocionado e acreditava estar assistindo a um grande espetáculo do qual um dia faria parte. Na semana seguinte procurei uma escola e comecei a aprender e a praticar o esporte", relata.

O amor por esse inusitada aventura , fez com que João Paulo deixasse sua profissão de contador para se tornar professor, ministrando aulas três vezes por semana.

Em função do acidente, de que foi vítima, João Paulo teve que se afastar por um longo período, mas o sonho se manteve presente.

Segundo ele, a deficiência não o atrapalha em seus saltos, foi necessário fortalecer a outra perna através de constantes exercícios físicos, para auxiliar num pouso tranqüilo.

"O segredo do pouso, está no devido manejo do freio e direcionamento do pára-quedas para não ocasionar danos a estrutura corpórea, isso consigo realizar perfeitamente e transmitir a meus alunos", diz.

O custo para se tornar um pára-quedista, gira em média R$ 1.200,00 e o aluno participa das aulas teóricas e práticas e adquire a vestimenta apropriada.

Após sua habilitação, está apto a saltar com um pára-quedas adquirido segundo o seu poder aquisitivo, além de precisar pagar o piloto da aeronave que o levará para os saltos.

"Quando inicio uma nova turma e os alunos me vêem sem uma perna, apreensivos imaginam que foi através do pára-quedismo que perdi uma perna. Mas após minha humorada explicação, percebo que por ser deficiente físico e praticar esse esporte, consigo transmitir-lhes mais credibilidade e segurança", complementa.

Segundo João Paulo, as pessoas estão acondicionadas a se deixarem vencer por aquilo que consideram como sendo seu limite, e através disso, abandonam sonhos e desejos que poderiam proporcionar-lhes felicidades.



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