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Inclusão social:programa visa empregar pessoas portadoras de deficiência

Por: MATEUS CREMONEZI ABARCA

09/05/2017

A Embraer de Gavião Peixoto (SP), iniciou no mês de abril um programa chamado Rota da Diversidade, para inclusão de pessoas portadoras de deficiência no quadro de funcionários. A empresa lançou este programa com o objetivo de capacitar pessoas com deficiência e aumentar as oportunidades delas no mercado de trabalho.

As expectativas que a empresa tem com o programa, são as melhores, pois a empresa entende que ao oferecer cursos de qualidade contribui com o aprimoramento profissional e a empregabilidade.

Para melhor recebê-los, foram realizadas várias ações de preparação, incluindo melhorias na infraestrutura, colocando elevadores, piso tátil, rampas e apoios de mão. Também foi dado um curso de libras para os funcionários, treinamento dos gestores e apoio de uma atendente no restaurante da empresa, entre outros.

Houve um comunicado da empresa sobre o programa para os empregados e para as equipes que receberam pessoas com deficiências mais severas, foi realizada uma palestra de preparação com dicas de convivência.

Expectativa

Uma das funcionárias do programa conhecido como Rota da Diversidade é Amanda Paula Delvechio Fileno, de 23 anos, moradora de Araraquara (SP), ela comenta que suas expectativas são “aprender e desenvolver tudo que a mim me cabe e fazer uma carreira profissional de sucesso”. Amanda diz que está conscientizada do que deve ou não fazer e que foi  incentivada a aprimorar seus conhecimentos.

Outra funcionária do programa é Claudia Camila Borges de Carvalho, de 24 anos, também moradora de Araraquara. Ela comenta que espera alcançar seus objetivos dentro da empresa, sendo reconhecida pelas atividades exercidas e, que se sentiu bem recebida na empresa. “Me senti confiante depois que cheguei na empresa, todos foram receptivos”.

Para o sociólogo e professor da Universidade de Araraquara (UNIARA), Henrique Rosim, a questão do deficiente no mercado de trabalho é extremamente importante. " Trata-se de um assunto de relevância social pois todo tipo de inclusão é bem vinda para grupos sociais que estão e sempre estiveram marginalizados pela sociedade. As pessoas que são contratadas melhoram a autoestima e são reconhecidas como parte da sociedade", observa.

Para Rosim, o sistema de cotas, por exemplo, é bem-vindo como forma de garantia de direitos de todos na sociedade, mas o ideal seria que não houvesse a necessidade de um sistema de cota que obrigasse as empresas à contratação dos deficientes. Ou seja, se houvesse maior conscientização dos empresários e da sociedade.

Segundo ele, a presença de pessoas com deficiências nas empresas também serve para que todos os demais trabalhadores tomem consciência das dificuldades que estas pessoas vivem favorecendo uma certa desmistificação da condição de deficiente, ou seja quebrando preconceitos.

Publicada em 09/5/2017 às 21h49.



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