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Nutrólogo fala sobre riscos e benefícios do leite

Por: RAFAEL ZUOLO ALBERICI

09/11/2016

Fomos ensinados desde pequenos e vivemos acreditando que o leite é o melhor alimento para crianças e bebês e que é imprescindível para o seu crescimento saudável. E que os nossos ossos podem ficar fracos se não bebermos leite o suficiente. Mas há algum tempo, várias visões têm discordado deste conceito e acreditam que pode até ser o contrário.

A qualidade mais famosa do leite é sua riqueza em cálcio para o corpo humano, essencial na formação e saúde dos ossos. O leite também é rico em carboidratos, vitamina B12 e potássio, além de ser uma fonte completa de proteínas. Não é à toa tem sido essencial na sobrevivência de bebês que não puderam receber leite humano e na prevenção de osteoporose.

Vale discorrer um pouco sobre como o leite entrou na alimentação humana, há mais de 8 mil anos atrás. Durante centenas de anos, o leite de vaca ou cabra só era consumido por bebês cujas mães não puderam amamentar. Crianças e adultos não bebiam leite de origem animal por um motivo simples: não lhes fazia bem, pois a maior parte das pessoas ainda não havia desenvolvido as enzimas necessárias para digeri-lo.

Segundo o nutrólogo de Araraquara (SP) Dr. David Ludwig, a assimilação do leite não humano foi um processo lento e gradativo e até hoje muitas pessoas têm problema em digeri-lo corretamente.  “O único leite adequado para o os humanos é o leite materno. Somos o único animal que toma leite depois de crescido, além de ser o único a tomar leite de outras espécies”, diz.

“Como nosso organismo não foi criado para digerir o leite, mesmo quem não tem intolerância apresenta consequências ao ingeri-lo: o leite é formador de muco, ou seja, não é uma boa ideia consumi-lo durante um resfriado, por exemplo”, explica Ludwig.

Outra grande preocupação, para o nutrólogo, é a industrialização do leite de vaca. O processo de pasteurização, ao mesmo tempo em que elimina bactérias nocivas, mata também boa parte das propriedades nutritivas do leite. Além disso, as vacas tratadas com antibióticos e muitas vezes hormônios e outros medicamentos produzem um leite recheado destas substâncias, ou seja, bebemos todos estes hormônios e medicamentos por tabela.

“Antes de consumir mais laticínios, tente educar-se para o que compõe este produto. Você se surpreenderia de saber que podem haver mais de 20 remédios para dor, antibióticos e muito mais escondendo-se em seu leite”, revela o nutrólogo.

O Dr. Ludwig questiona a justificativa para promover o consumo de leite com baixo teor de gordura, uma vez que certamente todos os líquidos que contenham calorias deveriam ser tratados com igual cuidado. “A primeira coisa a considerar é a necessidade de leite, integral ou com baixo teor de gordura, em nossas dietas”. Ele ainda aponta que os seres humanos não têm nenhuma exigência nutricional de consumo de leite animal. “Beber leite é um luxo relativamente recente, e os primeiros seres humanos evoluíram e sobreviveram por milênios sem ele”, ressalta.

Publicada em 09/11/2016 às 21h37.



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