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Food trucks se multiplicam e fazem sucesso em Araraquara

Por: BEATRIZ FLÓRIO PEREIRA

28/09/2016

Crise econômica impulsiona modelo de negócio, que atrai pela novidade e exige investimento menor em relação aos comércios convencionais.

Os food trucks – veículos adaptados para o preparo de alimentos nas ruas – ganharam força nos Estados Unidos após a crise econômica de 2008. Muitos restaurantes faliram e seus chefes viram nos carrinhos e trailers a oportunidade de continuar preparando refeições, mas investindo pouco e com a vantagem da mobilidade, podendo mudar de ponto em busca de clientes. Em 2012, o modelo de negócio chegou a São Paulo. Hoje, quatro nos depois, os food trucks já fazem parte da paisagem da Capital e surgem também no interior do estado.

Em Araraquara, cerca de dez food trucks e food bikes oferecem cardápio variado: hambúrguer artesanal, comida árabe, chope artesanal, doces. Apesar da crise econômica enfrentada pelo Brasil, os food trucks se multiplicam na cidade.

Assim como nos EUA, esse foi um incentivo para alguns empreendedores, como Luiz Alberto Pelegrino, de 40 anos, que abriu seu primeiro food truck, especializado em chope artesanal, em março deste ano.  “Eu queria ter um negócio próprio e tinha experiência com o produto, pois trabalho em cervejarias há 17 anos. Vi no food truck a possibilidade de uma renda extra, porque hoje você tem trabalho, amanhã não se sabe”, conta.

Pelegrino trabalha durante o dia em uma cervejaria e nas horas vagas dedica-se ao seu negócio. E ele sabe que a dedicação é importante para continuar no mercado. “Fui o primeiro a oferecer chope em um carrinho na cidade, mas hoje não sou o único. É preciso inovação, ser diferente do que já existe, e ter qualidade para atrair o público”, comenta.

Os food trucks têm atraído também empresários experientes. Paulo José de Paulo, de 33 anos, proprietário de uma loja de informática e de uma lanchonete, inaugurou seu primeiro food truck, produzindo hambúrguer artesanal, em fevereiro. “O ramo de alimentos é o único que não está sofrendo com a crise, comida é algo que ninguém vai deixar de consumir. Com preço e produto bons, vai haver clientela”, diz.

Com dois funcionários e público crescente, os planos são de investir na ampliação do negócio. “Das minhas três empresas, essa é a que está indo melhor. Até o final do ano, quero vender o carrinho atual e comprar um maior”, revela.

Tanto Paulo quanto Pelegrino utilizam o estacionamento de um supermercado para parar seus food trucks. Por estarem em um local privado, que já possui alvará de funcionamento, eles precisam apenas de um Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) para funcionar.

Araraquara ainda não tem legislação específica que regularize a atividade de food trucks que, por isso, não pagam imposto. No entanto, desde 2015 o assunto está sendo discutido pela Câmara Municipal da cidade devido ao crescimento dos food trucks. O objetivo é regulamentar também a atividade dos tradicionais carrinhos de lanche presentes no município. 

(Publicado em 30/9/2016 - 18h)



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