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Paciente busca qualidade de vida com transplante de rim

Por: NAIRA SUÉLEN DE MORAIS

15/04/2016

Aos 11 anos A.S.V. descobriu que tinha lúpus, doença autoimune que afeta diversos órgãos como os rins. Atualmente com 26 anos, os rins dela estão praticamente paralisados, trabalham com apenas 15% da capacidade, sendo necessário um transplante.

A.S.V. aguardou cerca de dez anos na fila por um possível doador compatível. Entretanto, surgiu uma esperança quando J.N.B. ficou sabendo da história de A.S.V. e se ofereceu para ajudá-la, já que exames clínicos comprovaram que existe 100% de compatibilidade entre ambas, um caso raro, por não terem quaisquer parentesco. Mas para que o transplante seja feito é preciso vencer a burocracia e obter uma autorização judicial por não serem parentes. O caso também deverá ser analisado por um conselho ético formado por médicos.

Segundo A.S.V., um advogado está reunindo os documentos e as testemunhas para dar andamento à ação judicial. Ela acredita que até a próxima semana todos os documentos estejam na mão do juiz para a aprovação.

Enquanto o transplante não ocorre, A.S.V. se desloca de Ibitinga a Araraquara diversas vezes ao mês para se submeter à diálise peritoneal, no Hospital Cana Sol. O tratamento consiste na infusão, por meio de um catéter, de uma solução que permanece na cavidade peritoneal por um tempo e em seguida é drenada e substituída. O procedimnto é repetido por diversas vezes e o processo ao todo dura cerca de 8 horas. Quando a resistência de A.S.V. está baixa ela precisa realizar o procedimento todos os dias . Em momentos críticos já chegou a fazer o tratamento por 15 dias consecutivos.

O Hospital Cana Sol de Araraquara atende pacientes da região. Ibitinga encaminha cerca de 33 pacientes por semana para os tratamentos de diálise peritoneal e hemodiálise, que é um método de filtração do sangue por meio de um rim artificial que demora, em média, quatro horas.

Transplante pode demorar

A partir do momento que o paciente começa a fazer hemodiálise são realizados diversos exames para colocá-lo na fila de espera do transplante,  geralmente feito com doador não vivo. Por isso, a importância da doação de órgãos. Para ser um doador de órgão não existe a necessidade de deixar nenhum documento por escrito, mas é fundamental comunicar à família o desejo da doação. Apesar de ser um momento delicado, a família tem a decisão de concretizar por escrito o último desejo do ente querido ou não.

Os hospitais que realizam transplantes são o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo, e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (USP) de Ribeirão Preto.

Mais de 80% das cirurgias no Brasil são pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Boa parte dos planos privados de saúde recusa-se a cobrir os custos desse tipo de tratamento, por serem muito altos.

A chance de sucesso em um transplante de rim é relativamente alto, apesar dos riscos de infecção e rejeição. Entretanto,  o uso de medicamentos controlam esse possíveis efeitos. Importante ressaltar que nem todos os pacientes com insuficiência renal crônica necessitam de transplante renal, cada caso deve ser analisado individualmente por um Nefrologista.

(Publicado em 15/4/2016 - 20h08)



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