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Veterinária alerta para cuidados com animais domésticos no verão

Por: CAMILLA CRISTINA DE SOUZA

04/11/2015

Com as temperaturas mais altas por conta do verão, os animais como cachorros e gatos sofrem com a chegada de  parasitas que causam muito incômodo, como os carrapatos, por exemplo.

No verão, principalmente, os carrapatos entram em época de reprodução e precisam dos animais para se alimentarem, ou seja, eles saem de seus ninhos, parasitam o animal e voltam para os ninhos para colocarem seus ovos; as pulgas, por sua vez, costumam aparecer mais no inverno.

A prevenção consiste em medidas de controle da reprodução dos parasitas, como limpeza de quintal, lavagem de utensílios como camas, colchões e cobertores que o animal utiliza; a limpeza inclui também utilização de produtos específicos para controle desses parasitas e, também, devem ser usados nos animais, pois cada fêmea do carrapatos ou da pulga chega a colocar 10.000 ovos em cada oviposição e esses ciclos ocorrem a cada dez dias mais ou menos

A veterinária Isabela dos Reis Johansen, de Matão (SP), comenta sobre os cuidados a serem tomados. “Primeiro deve-se procurar os parasitas no corpo do animal e, se achamos, tomar medidas específicas de controle desses, além de descartar outras fontes de coceira, carrapatos e pulgas podem trazer alguns tipos de vermes e hemoparasitas, mas também podem causar reações alérgicas em relação às suas picadas”, finaliza.

De acordo com Isabela, o tratamento do ambiente deve ser feito semanalmente ou cada dez dias no máximo. " Em épocas mais calmas pôde-se fazer a pulverização a cada 20 ou 30 dias. A utilização de venenos implica no risco de intoxicação tanto para quem está aplicando como para quem está próximo ao local e ao se aplicar os venenos, deve-se proteger com máscara, luvas e óculos de proteção, além de guardar alimentos expostos e também separar os animais do ambiente que será tratado com o veneno até que seque", orienta.

Conforme a veterinária de Matão, atualmente existem produtos muito seguros para serem usados nos animais, mas devem respeitar porte, idade, o ambiente em que o animal vive, além de situações particulares de cada animal ( saúde/ doença concomitante). "O médico veterinário pode esclarecer as dúvidas e ajudar os tutores a escolher o melhor método de prevenção ao parasitismo", informa.

“A prevenção é sempre o melhor caminho e procurar orientação para que tanto o ambiente quanto o animal fiquem o mais livre possível dos parasitas e, assim, as consequências do parasitismo serão menores; o tratamento das doenças e outros problemas trazidos pelos parasitas são de custo maior do que a prevenção", finaliza Isabela.

Publicada em 04/11/2015 às 19h48.



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