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Turistas brasileiros fazem mais amizades quando viajam

Por: SÉRGIO GABRIEL CALERA

20/05/2015

Turistas brasileiros são mais amigáveis que jovens de outros países. Uma pesquisa encomendada pela rede de hotéis Mercure, feita com mais de 5 mil pessoas com idade entre 16 e 65 anos em 13 países, revela que 84% dos brasileiros entrevistados já fizeram amigos durante viagens, bem mais do que a média mundial, que foi de 56%. Na maior parte do mundo, o hábito é mais comum entre pessoas com menos de 35 anos, mas, no caso dos brasileiros, prevalesce entre turistas de todas as idades.

Em Matão (SP), muitos jovens aderem ao intercâmbio para diferentes países e mostram que é uma realidade a forma amigável como foram recebidos. A universitária Maria Luiza de Freitas, de 19 anos, fez intercâmbio para a Colômbia em 2013 e relata que o primeiro contato que ela teve foi através do Facebook, onde conheceu a família hospedeira, e com isso algumas pessoas locais já adicionavam e tentavam contato. "Depois que eu cheguei, fui para o colégio e as pessoas eram muito curiosas, todas me cumprimentavam, se apresentavam, olhavam, mas o 'conhecer pessoas novas' foi mais no terceiro mês, onde uma pessoa já pode associar o nome à fisionomia, e já tem um contato diário", explica.

Maria Luiza não considera que jovens de outros países tenham dificuldade de fazer amizades e sim preferências explícitas. "Um exemplo são os franceses, que tinham amizades com todos, assim como os brasileiros, porém preferiam sair e ficar mais próximos de quem eles mais tinham afinidades, o francês era mais reservado com esse amigo, o brasileiro já não, falava de assuntos íntimos com todos", revela.

A estudante Mariana Cardozo, de 20 anos, intercambiária de Matão, que viajou para África do Sul em 2013, cita que conhecer melhor o mundo foi uma das vantagens de fazer amigos no intercâmbio. "Conhecer novas pessoas sempre foi algo que me agradou.Conviver com pessoas de países e culturas diferentes foi uma forma de conhecer o mundo em que vivemos, acabei aprendendo um pouco de outras línguas e percebi que distância não quer dizer nada quando o sentimento é verdadeiro".

De acordo com ela, o brasileiro é mais receptivo, gosta de conhecer o que é diferente e isso facilita a comunicação com outras pessoas, conseguindo assim, fazer amizades com mais facilidade. Ela conta ainda que nenhum jovem é igual e sempre existem aqueles que sentem dificuldades em fazer novos amigos. "Convivi com muitos intercambiários de diferentes características, existiam aqueles que se sentiam mais confortáveis sozinhos ou na companhia de poucas pessoas, mas acho que a nacionalidade não era algo relevante nesse caso", comenta.

A pesquisa ainda mostra que os brasileiros ficaram em segundo lugar na lista de  turistas que consultam amigos de amigos quando viajam, perdendo apenas para os chineses. No Brasil, 67% dos entrevistados disseram ter esse hábito, enquanto a média mundial foi de 45%. Os turistas brasileiros fazem isso para obter dicas sobre o que fazer no destino, para ter um contato local em caso de emergência e ter alguém para sair durante a viagem. 

A Coordenadora do Núcleo de Atividades Turísticas (NAT), do Centro Universitário de Araraquara (UNIARA), Nádia Pizzolitto, diz que constantemente a imprensa divulga notícias sobre o bom humor e receptividade excelente do brasileiro. "O turista nacional é visto como alegre e animado, aquele que está disposto a encarar novas experiências frequentemente com um sorriso no rosto, o que abre muitas portas, afinal, é mais fácil, iniciar um papo com alguém disposto a conversar do que com uma 'cara fechada'. De acordo com o divulgado pela mídia, o Brasil é visto como um país mais liberal, comparado a outros, o que também pode contribuir para a proximidade", ressalta.

Quando questionada sobre como as amizades influenciam na viagem, a Coordenadora acredita que facilita o deslocamento dos viajantes. "O turista conhece outras pessoas, outros costumes, têm novas experiências e, consequentemente, têm novas vivências, que permitem a inserção em novas culturas, proporcionando assim ampliar os conhecimentos", finaliza Nádia.

Publicada em 20/5/2015 às 19h50.



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