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Uso de microalgas aumenta alternativas para sustentabilidade

Por: TARCISO GONÇALVES AMORIM JUNIOR

17/04/2015

No Brasil há aumento nos estudos de microalgas, pois são fontes renováveis de baixdo custo que liberam biomassa. O Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) tem fomentado as pesquisas desde agosto de 2014.

As microalgas são organismos unicelulares fotossintetizantes que crescem rapidamente, necessitando de nutrientes inorgânicos como nitrogênio (N) e fósforo (P). Esses nutrientes são abundantes nos efluentes, que são o produto final dos tratamentos de esgoto domésticos. A produção de microalgas nesse meio torna-se uma alternativa para produção de biocombustíveis e redução do potencial de eutrofização.

A utilização desses micro-organismos é abrangente, como na alimentação de alevinos e zooplâncton na aquicultura, na produção de cosméticos, produtos alimentícios (proteínas, carboidratos e lipídeos), biocombustíveis etc. No caso de biocombustíveis, a produção de microalgas ocuparia uma área muito menor em relação às plantações de cana de açúcar, por exemplo, além de proteção do solo e sequestro de carbono da atmosfera.

Na produção em larga escala de microalgas, é importante realizar séries de estudos prévios (intensidade luminosa, temperatura média anual, concentração de nutrientes, entre outros), pois qualquer variação ambiental pode interferir em sua produtividade, afirma o biólogo Adriano Evandir Marchello, que realizou sua pesquisa de mestrado na produção de microalgas em efluente. Em sua pesquisa, houve pico de produção de biomassa algal em dez dias (108 células.mL-1), com consequente redução das concentrações de nutrientes e de bactérias coliformes.

O processo de produção de biocombustíveis utilizando biomassa algal consiste em cinco etapas. A primeira é o próprio cultivo das microalgas; em seguida há a recuperação da biomassa da cultura. A terceira etapa é o processamento da biomassa, que consiste na sua secagem e na desidratação. A quarta é da extração dos óleos da biomassa algal que envolvem o rompimento celular e a extração de lipídeos;  a última etapa é a produção do biodiesel por processos químicos.

No Brasil, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), órgão público fomentador  de pesquisa, investe em pesquisas para otimizar o uso de microalgas para diversos fins. Nos Estados Unidos, o departamento de energia (DOE) tem investido nessa área desde setembro de 2014.  No setor privado, a empresa norte-americana Algenol e o conglomerado indiano Reliance Industries estão se juntando para um projeto que usará as microalgas para neutralizar parte das emissões de CO2 da refinaria de Jamnagar, uma das maiores do mundo, localizada no Oeste da Índia.

O uso das microalgas vem ganhando seu espaço sendo uma área em que ainda há muito a se aprender. Até o momento os resultados das pesquisas são promissores devido aos benefícios de sua utilização e os retornos financeiros prováveis,  visados por cientistas e empresas. 

(Publicado em 17/4/2015 - 19h18)



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