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Médica veterinária alerta para os riscos da medicação humana em animais

Por: LETICIA DE OLIVEIRA DOS SANTOS

19/11/2014

Uma prática comum, porém muitas vezes imprudente, é o uso de medicamentos humanos em animais, sem a prescrição ou orientação prévia de um profissional. Apesar de muitos medicamentos humanos conterem os mesmos ingredientes que os de uso veterinário, a dosagem raramente é a mesma.

Com funcionamento diferente dos humanos, o organismos de gatos e cães, por exemplo, não metabolizam drogas da mesma maneira, e ao ingerir medicamentos em dosagens erradas podem ter intoxicações, alergias e quadros que algumas vezes não são reversíveis, levando o animal à óbito.

Segundo Renata Ferreira de Guzzi, médica veterinária, de São Carlos (SP), a prática da automedicação em humanos é bastante comum, e muitas pessoas acabam fazendo o mesmo com seu animal de estimação, sem consultar primeiramente a orientação de um médico veterinário. A profissional explica que essa prática, vista como algo comum para os donos de animais de estimação, pode causar nos Pets desde uma intoxicação mais leve, à uma grave e que pode resultar na morte do animal de estimação.

Renata explica que quando o animal de estimação aparentar mudanças no comportamento, ou adoecer, o proprietário deve levá-lo primeiramente para passar por uma consulta com o médico veterinário, para que este faça a prescrição correta de medicamentos para cada caso. Ela ainda ressalta: “Somente o médico veterinário é capacitado para prescrever e ou adaptar o tratamento com medicamentos humanos”. A médica veterinária comenta, que a medicação exclusiva para animais é um mercado ainda em ascensão e, por isso, ainda é necessário que em alguns casos seja necessário a utilização de medicamentos humanos para os pacientes das cínicas veterinárias.

A profissional orienta, que se caso a medicação “caseira”, sem a supervisão de um profissional for ingerida pelo animal, é necessário que se procure imediatamente um médico veterinário de confiança.

A dona de casa aposentada, M.A.A, de 63 anos, de Araraquara (SP), conta que já medicou diversas vezes seus animais de estimação sem a orientação de um profissional. Dona de dois cães e um gato, ela comenta que nas primeiras vezes não teve problemas e que percebeu até uma melhora no estado de seus animais, porém a alguns anos atrás essa medicação caseira não surtiu o mesmo efeito.

Em 2004, ao medicar um animal de estimação que havia sido ferido por uma mordida de um cão, o animal piorou em algumas horas, e antes que ela conseguisse procurar um médico veterinário, o animal veio a óbito. “Meu gato havia sido ferido por um cão da vizinhança, e achando que aliviaria a dor do ferimento, acabei medicando ele com meus analgésicos, mas ao invés de ajudá-lo acabei piorando muito a situação”.Após o fato, a dona de casa comenta que raramente ainda utiliza medicação humana em seus animais sem prescrição de um profissional.

(Publicado em 19/11/2014 - 20h16).



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