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Farmácias poderão dispor de soros e vacinas que atendam o perfil epidemiológico

Por: JANEIVA PAIXAO SILVA

31/10/2014

No final de setembro, passou a vigorar em todo o Brasil a lei que transforma drogarias em unidades de assistência à saúde. Dessa forma, os estabelecimentos deixam de ter caracterização comercial e passam a ser locais de promoção do uso racional de soros e vacinas. Uma das novidades vindas com a legislação é a autonomia total do farmacêutico sobre as ações, não podendo o proprietário desautorizar qualquer decisão do profissional.

Em entrevista, o diretor do CRF Seccional de Araraquara (Conselho Regional de Farmácia), Evandro Lucas Yashuda, diz que a nova legislação ajudará na manutenção da saúde do paciente. Ele explica que para a categoria, a lei é uma vitória devido à liberdade profissional do farmacêutico, que luta para conscientizar a população de que remédio não é um tipo de doce inofensivo, e sim deve ser utilizado para cura, tratamento ou diagnóstico.

Para atendimento imediato à população, as farmácias poderão dispor de soros e vacinas que atendam o perfil epidemiológico da região. De acordo com o CRF, essa assistência deve ser definida como um conjunto de ações e de serviços que visam assegurar a assistência terapêutica integral e a promoção, proteção e recuperação da saúde em estabelecimentos públicos e privados que desempenham atividades farmacêuticas.

Para a técnica em farmácia, Roberta Gratieri, a novidade poderá acarretar consequências não tão benéficas à população, se não devidamente fiscalizada. A profissional diz que, por um lado, pode-se utilizar o trabalho farmacêutico em função da população como mais uma prestação de serviços, mas, em contrapartida, deve-se pensar em como esse trabalho seria fiscalizado, visto que o farmacêutico teria permissões para realizar procedimentos como aplicação de soros com medicação prescrita por eles mesmos.

"O farmacêutico ou profissional da área da saúde farmacêutica deve estar devidamente apto a realizar tais procedimentos, pois, se efetuados de maneira incorreta podem causar sérios danos  ao paciente ou até mesmo levá-lo a óbito. Vejo que o assunto deve ser amplamente discutido e se for realmente autorizado, que o mais rápido possível se faça a reciclagem e preparo desses profissionais prestadores de serviço para a população", alerta.

O diretor do CRF explica que a ideia da legislação não é invadir a área médica. As medidas são instrumentos facilitadores à população. “O público ganha com isso, pois a farmácia é um estabelecimento de portas abertas, onde não precisa marcar horário. Basta chegar e o farmacêutico estará aqui para ajudar naquilo que nos formamos, que é a assistência farmacêutica", acrescenta.

(Publicado em 31/10/14 - 19h13)

 

 



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