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Falta de entretenimento em Américo Brasiliense afasta jovens da cidade

Por: ANA PAULA DOS SANTOS RIOS

07/03/2014

Américo Brasiliense, que já foi considerada uma cidade com grandes atrativos para o público jovem da região, hoje tem seus eventos significativos como carnaval, aniversário da cidade e rodeio cancelados.

Com uma população de 34.144 (Censo de 2010), Américo Brasiliense sempre foi referência e era mencionada como ponto de encontro dos jovens. Até 2011, a maioria dos jovens se encontrava toda sexta-feira à noite no centro da cidade, na Praça do Cruzeiro, mas depois de algumas proibições, como menores de idade frequentarem a praça até determinado horário, o ponto se desfez. Com a eliminação de lugares de diversão na cidade, os jovens acabam procurando outras cidades para se divertir.

É o que faz a técnica de enfermagem Rosimeire Souza, 20 anos. Segundo ela, esse é o único jeito para se divertir, mas sente falta das festas que aconteciam na cidade, principalmente dos rodeios. Os eventos animavam a população, deixavam todos na expectativa de quem seria escolhida a rainha e faziam com que os jovens aguardassem o rodeio por quase o ano todo. O rodeio na cidade já não acontece há dois anos.

Parecido com a opção da técnica Rosimeire é o do estudante de engenharia civil Diego Charaba, 22 anos. “A cidade não tem nenhum lugar para ir e curtir com os amigos. Sempre que algum lugar começa a ir bem ou alguma festa começa a ser boa, acontece algo que não vai pra frente ou até mesmo tumultos que acabam com a festa". Diego cita como exemplo o último carnaval que ocorreu na cidade, em 2013, quando um jovem foi morto a tiros no segundo dia do evento, fazendo com que o carnaval na cidade fosse cancelado em 2014.

“É muito ruim ver a que ponto tudo chegou“, relata Ana Ribeiro, 40 anos, que há vinte anos mora em Américo. A dona de casa se recorda dos tempos de juventude quando chegou na cidade e se encantou com os vários meios de diversão que havia, inclusive festas no centro da cidade.

Com esse desencanto, muitos profissionais do ramo comercial tem medo de se arriscar em uma empreitada que possa não dar certo. É o caso de José de Oliveira, 45 anos, que cogitou a montagem de um local que servisse como ponto de encontro e de diversão, mas logo percebeu que a renda não seria a esperada e decidiu transformar o lugar em uma mercearia.

Porém nem todos têm essa visão da cidade. Danilo Moraes Martim, 22 anos, abriu há três meses uma distribuidora de bebidas com espaço para consumo no local. O ponto se tornou num espaço de encontro dos jovens. Danilo considera que nada pode prejudicar um ponto no qual as pessoas se sentem bem. “Já tem uma galera que vem aqui nos finais de tarde e principalmente nos fins de semana; os espaços ainda estão em andamento, mas pretendo ampliar o máximo possível”, afirma, otimista.

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