Ageuniara

Jovens trocam fim de semana por trabalho voluntário

Por: AMÉLIA CAROLINA ALVES DA CUNHA

12/03/2014

Alguns anos atrás, associar trabalho voluntário como algo proveniente de alguma ordem religiosa, era muito comum entre as pessoas.Entretanto, diante de tantos problemas que o país enfrenta, surgiu a necessidade de grupos, denominados Organizações Não Governamentais(ONGs) e, até mesmo, de populares, prestarem serviços que a população carece.

As necessidades são muitas. Desde castração de animais, gratuita ou de baixo custo, à visitas em asilos.

Contribuir para um mundo melhor é o que vem motivando os jovens de Araraquara(SP) e região, a deixarem seus fins de semana de lado para se dedicarem a essas atividades.

A advogada Marina Lofredo Rocha,32,de Araraquara(SP),conta que costumava acompanhar os pais em trabalhos sociais.Há cinco anos, seu filho Pedro,14,passou a arrecadar doações para o Natal, com o objetivo de doar para os asilos.

Sua mãe,Terezinha Maria Loffredo da Rocha Leite, 57, dentista e professora de inglês, faz trabalhos manuais para vender no bazar da creche do bairro do Carmo. Os trabalhos manuais são feitos na própria creche pelo grupo "Amor Perfeito", que são voluntárias que costuram durante o ano e vendem no bazar de fim de ano e a renda fica toda para a creche.

“Quando conheci a creche, vi que doações são bem vindas sempre, em produtos ou espécie, mas falta mão de obra, já que ninguém quer trabalhar de graça. Então, no começo desse ano, decidi ser tia nesse centro comunitário Nossa Senhora do Carmo, de crianças de seis meses a dois anos”,relata Marina.

A advogada ocupa suas manhãs cuidando e ensinando 15 crianças."No começo confesso que quis desistir, porque era nítido que muitas crianças são mais bem cuidadas na escola do que em casa, e eu queria bater de frente com os pais, mas vi que eu tenho que fazer minha parte, no tempo que dedico a isso, da melhor forma para dar algum respaldo aos pequenos”,diz.

Para Marina, o salário que ganha com esse trabalho, é consciência, gratidão e experiência.”É cansativo, mas é gratificante. Eles me reconhecem, vem atrás de mim, e eu aprendo muito”, declara.

Em São Carlos(SP),por exemplo, a estudante de jornalismo Viviani Regina Marchi,23,há quase três anos, faz parte do grupo "Amor em Gotas".

Ela destaca a boa ação de Solange Rezende, que é professora da Universidade de São Paulo (USP), no campus local, e de Sueli Arlete,do SESC da cidade, que percebendo o sucesso do grupo Doutores da Alegria, resolveram criar o "Amor Em Gotas", que atua nos fins de semana na Santa Casa.

Viviani diz que não se importa em deixar os fins de semana, para se dedicar a essa atividade.“Eu adoro e sinto uma empolgação muito grande ao ver as crianças felizes, saio de lá melhor do que entrei",completa.

Hoje, o grupo conta com 80 voluntários que se revezam nos fins de semana. Para mais informações, basta acessar a fan Page no facebook www.facebook.com/grupoamoremgotas.



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