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Araraquara registra um caso de estupro por semana

Por: MOISES LEAL SCHINI

22/11/2013

As estatísticas sobre o número de casos de estupro em Araraquara registradas até Setembro de 2013 têm apresentado índices preocupantes quando comparados a cidades vizinhas e correspondem a pelo menos uma pessoa estuprada por semana na cidade.

O número é o dobro do registrado no mesmo período em São Carlos, que teve 23 casos nos nove primeiros meses do ano e chega a ser 22% mais alto que o contabilizado em quatro cidades da região.

De acordo com o levantamento, 43 casos de estupro foram registrados nos nove primeiros meses de 2013, número praticamente idêntico ao contabilizado no mesmo período do ano passado, quando a cidade teve 44 queixas oficializadas. O delegado Fernando Giaretta diz que este tipo de crime é difícil de ser inibido, mas o aumento das denúncias tem ajudado a intimidar os agressores. “O debate sobre o assunto, a divulgação de informações sobre a punição desse tipo de crime e proteção da criança ou adulto nesses casos tem feito com que mais gente perdesse o medo e levasse esses delitos à polícia”, disse o responsável pela delegacia seccional de Araraquara.

Mesmo com isso, ainda de acordo com Giaretta, muitas vítimas ainda se sentem inibidas e acabam ocultando o delito e protegendo seu agressor. “O estupro não é caracterizado apenas pelo ato forçado em si, mas a lei também considera como crime carícias impróprias e que são feitas sem o consentimento da vítima, por exemplo. O problema é que muitas pessoas, principalmente mulheres, ficam fragilizadas e não levam a história à polícia porque muitas vezes a violência acontece dentro de casa”, complementou o delegado.

Cidades vizinhas

Ainda nos nove primeiros meses de 2013, outras cidades da região também registraram casos de estupro. Taquaritinga “lidera” a lista com 17 ocorrências, seguida de Américo Brasiliense e Jaboticabal, com 13 estupros. Matão já contabilizou 12 ocorrências enquanto Itápolis teve 11 registros. As cidades que tiveram menos casos deste tipo de violência foram Gavião Peixoto, Trabiju e Nova Europa, cada uma delas com um caso.

Países criam alternativas polêmicas para coibir estupro

Recentemente nos Estados Unidos, um protótipo de uma calcinha "antiestupro" foi apresentado como opção de investimento em um site que busca financiamento coletivo para a realização do projeto. A peça é feita de um tecido muito resistente e que não pode ser cortado, além de ainda incluir um cadeado acoplado à cintura que não necessita de chaves, mas só pode ser retirado do corpo por meio de um segredo memorizado por quem veste.

Já na África do Sul, o relato de uma jovem vítima de violência sexual levou uma médica a desenvolver uma camisinha que também inibe o crime. O dispositivo que foi distribuído gratuitamente durante a Copa do Mundo, possui “dentes” que machucam o pênis do agressor quando ele tenta retirar o membro da vítima, fazendo com que ele tenha que ir até o hospital com muita dor e lá possa ser identificado e preso.

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