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COMUNICADO

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Araraquarense classifica conto em concurso internacional

Por: RODRIGO FERREIRA SALLUN

06/11/2013

Em meio a uma educação de massa que pouco difunde a cultura e o saber, e onde o circo proporcionado pelo futebol reina soberano como um dos assuntos principais do mercado midiático, é flagrante a percepção de que nossa educação vai muito mal.

Na contramão do chamado apagão educacional (expressão criada pelo educador e político Christovam Buarque), uma preocupante constatação: apenas pequena parcela do universo estudantil e acadêmico consegue adquirir o repertório necessário para uma formação satisfatória.

O estudante araraquarense Arthur Cristóvão Prado, de 21 anos, escolheu, entretanto, investir em sua educação e já começa a colher bons frutos, pois conseguiu classificar seu conto “Hassan i Sablad” no 26º Concurso Internacional de Contos,de Araçatuba(SP).

Foram pouco mais de 850 contos participantes. Prado ficou com o sétimo lugar, e terá seu conto publicado na coletânea “Contos Vencedores”.

Atualmente morando em Berlim, na Alemanha, por ocasião de um intercâmbio com bolsa de estudo, conseguido por intermédio da USP (Largo São Francisco), onde cursa Direito, Prado já possui interessante experiência, pois além de estar morando no exterior, já iniciou um curso de Engenharia, também pela USP, em São Carlos(SP), e trabalhou como estagiário no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), junto ao gabinete de um desembargador.

Estímulo que vem de berço

Quando perguntado sobre como desenvolvera seu gosto pela arte de escrever, Prado assim se manisfesta: “Acredito que a influência dos meus pais tenha sido decisiva para isso. Ambos trabalham direta ou indiretamente com língua e me expuseram a todo tipo de estímulo literário. Meu pai costumava ler para mim antes de eu dormir, por exemplo. Não sei precisar uma idade em que eu tenha começado a gostar de escrever, mas acho que eu deveria ter uns 12 anos na época dos meus primeiros textos”.

Gêneros Literários

O jovem declara-se amante do chamado gênero fantástico. O primeiro livro pelo qual se entusiasmou foi O Hobbit, e depois toda a Trilogia do Anel e Harry Potter. Ainda hoje seus livros preferidos continuam tendo traços de fantasia. Os principais escritores que influenciam seus escritos são: Jorge Luis Borges, Gabriel García Márquez e Neil Gaiman.

Prado elenca outro rol de escritores que admira muito: Oscar Wilde, Douglas Adams, Julio Cortázar, Machado de Assis, J. R. R. Tolkien, Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e George Orwell.

“Também procuro, quando posso, ler os clássicos. Acho que minha melhor leitura até agora, neste ano, foi Guimarães Rosa”, conclui o acadêmico.

Academia de Letras

O estudante é também integrante da Academia de Letras da Faculdade de Direito da USP e no caso do conto classificado, diz que recebeu precioso feedback dos amigos e colegas da Academia. Prado manifesta que tem prazer em escrever e que já produziu vários textos nas duas publicações da entidade estudantil.

Quando produz um texto, diz que é muito comum ir alterando os rumos da estória: “Geralmente começo o texto com nada além de uma ideia que acho legal. Às vezes é um pedaço de enredo, às vezes é só uma frase. Aí construo ao redor disso”, declara.

Educação em nosso país

Sobre a grade curricular brasileira, Prado é incisivo: “Não gosto do modelo de educação brasileira, nem na teoria, nem na prática. Vejo vários problemas com o ensino superior também, mas, para me ater ao ensino médio, seria a favor de um modelo mais generalista, pelo menos para quem vai fazer universidade. Seria interessante ler os clássicos (da literatura e do pensamento em geral), ter uma boa noção de filosofia, matemática e saber o necessário para viver em sociedade, o que envolve um bom tanto de história e sociologia. Ninguém precisa, por outro lado, saber calcular a resistência total de um dado circuito elétrico, trabalhar com números imaginários, descrever as fases da mitose ou as características da segunda fase do romantismo brasileiro. Penso, então, que o aluno de ensino médio se perde em especificidades e não aprende suficientemente as bases. Também gosto do modelo alemão, que estimula o ensino técnico e profissionalizante para quem não vai fazer faculdade”, opina.

Para gostar de ler

Prado indica um quadrinho chamado Daytripper, de Fábio Moon e Gabriel Bá, dois irmãos brasileiros que, segundo ele, merecem mais atenção do que recebem no Brasil.

Ao ser inquerido sobre qual dica poderia deixar para os jovens que estão desenvolvendo gosto pela leitura e literatura, o jovem escritor se posiciona de forma humilde: “Não acho que tenha competência para isso. Quem tem é o Neil Gaiman, que já mencionei aqui, então vou usar uma dele: leia várias fontes, inclusive daquilo de que você não gosta. Se você gosta de fantasia, leia fantasia, mitologia, romances policiais, filosofia, etc”, finaliza.



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