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Produção de etanol pode crescer até 30% com a biomassa, afirma USP

Por: LUIS RONALDO CASTELLI MENDES

06/09/2013

Uma pesquisa do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP), tornou mais eficaz a extração do açúcar do bagaço da cana, a chamada biomassa. Com isso, os pesquisadores estimam que as usinas poderão produzir até 30% mais de bioetanol o que, ao longo dos anos, poderá refletir no bolso dos consumidores.

O etanol, também chamado álcool etílico e, na linguagem corrente, simplesmente álcool, é uma substância orgânica obtida da fermentação de açúcares, hidratação do etileno ou redução a acetaldeído 12 , encontrado em bebidas como cerveja, vinho e aguardente, bem como na indústria de perfumaria.

Na pesquisa, os cientistas usaram um super-microscópio que permite mapear os componentes da fibra e, com isso, foi possível identificar e excluir as substâncias que dificultam a transformação da biomassa em etanol. Assim, conseguiram fazer com que a biomassa fosse eficientemente transformada em açúcar e, depois, esse açúcar transformado em etanol, além de preservar a celulose.

Ou seja: o processo em desenvolvimento na USP propõe que o bagaço da cana, resultante da moagem e que atualmente é utilizado como combustível de caldeiras que geram energia elétrica, seja retrabalhado para que produza mais açúcar e álcool, antes de ser queimado.

Nas usinas, pelo novo processo a separação da celulose se daria pelo pré-tratamento da biomassa e ela iria passar por várias fases, entre elas, o de cozimento. Esse processo torna a celulose mais acessível a enzimas onde a fermentação vai ser mais eficiente e o rendimento de etanol de celulose vai ser maior. “Muitas usinas fazem o mesmo processo, mas o aproveitamento poderia ser maior, porque ainda há açúcar no bagaço que é queimado”, explica o pesquisador. A pesquisa da USP mostra que essa biomassa poderia ser usada para fazer o etanol de segunda geração ou etanol de celulose.

Usos do etanol

O pesquisador Igor Polikarpov explica que, no Brasil, o etanol é muito utilizado como combustível de motores a explosão, constituindo assim um mercado em ascensão para um combustível obtido de uma indústria de química de base, sustentada pela utilização de biomassa de origem agrícola e renovável.

O etanol também é muito importante no meio médico como desinfetante, visando ao extermínio de vida microbiana nociva; na produção de biodiesel, onde o óleo da mamona reage com o etanol gerando éster etílico e glicerina; na produção de bebidas alcoólicas; em produtos farmacêuticos e também de perfumaria.

A biomassa pode ser considerada um recurso natural renovável, enquanto que os combustíveis fósseis (petróleo e carvão) não se renovam a curto prazo. É utilizada na produção de energia a partir de processos como a combustão de material orgânico produzido e acumulado em um ecossistema. Porém nem toda a produção primária passa a incrementar a biomassa vegetal do ecossistema, onde é empregada para sua própria manutenção.

Balanço de carbono

As vantagens da biomassa são o baixo custo, capacidade de renovação, possibilidade de reaproveitamento de resíduos e o fato de ser menos poluente que outras formas de energia, como aquela obtida a partir de combustíveis fósseis. A queima da biomassa provoca a liberação de dióxido de carbono na atmosfera; e como este composto é previamente absorvido pelas plantas que deram origem ao combustível, o balanço de emissões de CO2 é nulo.

“No futuro, a pesquisa da USP pode impactar no bolso dos consumidores que abastecem com etanol, já que quanto maior a produção, menor o preço do combustível. Mas isso deve acontecer aos poucos, ao longo dos anos, em consequência da melhoria dos processos até chegarem na eficiência de produção de etanol adequada. O mesmo processo pode acontecer com o etanol de segunda geração”, estima Polikarpov.

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