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Estilos diferentes causam preconceito

Por: FRANCILEIDE CRISTINA PRATAVIERA

28/06/2013

Por mais preconceituoso que seja, não dá para fugir, a forma como a pessoa fala, se veste, age, trabalha, dirige e, muitas coisas mais, dizem muito sobre sua personalidade.

Da mesma forma, os hábitos culturais, os livros que lê, a música que ouve, os eventos freqüenta, também dizem bastante sobre seu perfil.

Rock, pagode, sertanejo, e vários outros estilos musicais, vêm crescendo, mas junto com o preconceito. E é devido a esse preconceito que muitos têm dificuldade de se enquadrar na sociedade.

O professor de informática Luiz Fernando Pereira,24, de Ibaté(SP), tem um estilo pagodeiro. Desde seus oito anos ele curte o pagode, um gênero musical brasileiro originado no Rio de Janeiro, a partir da cena musical do samba dos fundos de quintais, muito comuns no subúrbio da cidade.

Pereira diz que por ver pessoas ao seu redor tocando músicas no estilo pagode, foi pegando o gosto pela música e isso o fez querer aprender sobre o Pagode e cada batida dos seus instrumentos, até aprender todos eles. Com o tempo começou a usar brincos e roupas que mais eram adequadas para este estilo musical.

"Cada um fala uma coisa uns dizem que gostam outros criticam talvez por não conhecerem ou por gostarem de outros estilos musicais,minha maneira de vestir, de andar, falar, pode não agradar a muitos, mas por enquanto eu não sofri nenhum tipo de preconceito, pois em todo lugar que eu estou todos me respeitam", declara.

Já a dona de casa Vanessa Lima Alves,26, e que é mãe de família afirma ser rockeira desde criança, na qual foi criando gosto pelo estilo em São Paulo onde morava.

Diferente de Luiz Fernando, a jovem ibateense Vanessa vem sofrendo preconceitos,pois é apaixonada pelo rock e diz ser vítima de discriminação pelo seu estilo de se vestir, pelo cabelo cortado diferente e os piercings que tem. Com tudo isso ela afirma que vem sendo julgada pela sociedade, principalmente na hora de procurar um emprego, além de ser olhada de maneira diferente pela sociedade.

"Mudei demais, tenho um estilo bem diferente, simples nada que chame atenção, pelo menos é o que eu acho. Uso piercings, tatoos, alargadores e Undercut. Pode parecer fora do comum, mas assim como os hippies, góticos e outros estilos, cada um se veste conforme o som que curte, eu me visto da maneira que gosto, só que o rock é encarado de uma maneira preconceituosa", observa.

"Meu estilo incomoda muita gente, muitas vezes me encaram, falam mal, mas infelizmente não posso agradar a todos. Penso que as pessoas podiam deixar de julgar pela aparência e respeitar as outras pessoas, independente do estilo. Falam do jeito que me visto, que esconde minha beleza, que eu deveria usar roupas coloridas, mas para mim a opinião das pessoas não conta, pois meu modo de me vestir é para agradar a mim mesmo e não para agradar outros, sem falar que opiniões não me influenciam em nada, vou continuar com mesmo estilo e isso não vai mudar em nada a pessoa que sou por dentro", desabafa.

A rockeira ainda diz achar preconceito e falta de educação criticar as pessoas pelo seu estilo, e que usar roupas pretas que tenham caveiras não é errado ou coisa do mal como pensam.

"Gostar de rock não torna ninguém melhor ou pior, mais ou menos competente, mais ou menos inteligente, é um estilo como qualquer outro",completa.

Identificação

A terapeuta Miriam Perez, diz que as pessoas mudam seus estilos musicais, muitas vezes, por se identificarem com alguma música ou integrante da banda (rock) ou de cantor (pagode). "No caso do rock, geralmente quando a pessoa é totalmente fã ela passa a utilizar a linguagem dos integrantes quando se encontra com outras pessoas do mesmo estilo. Quanto ao seu vestuário, passam a usar roupas do estilo, colecionar objetos que estejam relacionados ao grupo ou ao convívio com o estilo. Já no pagode, por ser uma música mais tradicional, as pessoas já não mudam tanto suas linguagens e nem seus estilos de se vestir, geralmente colecionam CDs ou alguma coisa relacionada ao cantor e ou de algum integrante",explica.

Para Miriam toda pessoa é livre para escolher o tipo de música que quiser, porém uma pessoa que seja completamente viciada nos estilos musicais escolhidos é uma coisa que deve se pensar muito."Em alguns casos tem pessoas que chegam à loucura e precisam procurar ajuda de profissionais especializados" finaliza.



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