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Medicina veterinária obtém novas pesquisas em Terapia Fotodinâmica

Por: ALEXANDRE JOSE DOS SANTOS

24/06/2013

O laboratório de Biofotônica do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (SP), sob coordenação e supervisão dos professores doutor Vanderlei Salvador Bagnato e Cristina Kurachi, realizaram uma nova pesquisa com aplicação da terapia fotodinâmica no tratamento da Pitiose com o objetivo de colaborar com médicos veterinários em tratamentos de tumores superficiais.

A doença é causada por um microorganismo semelhante ao fungo, denominado Pythium insidiosum que afeta principalmente o tecido subcutâneo de equinos, bovinos, ovinos, caninos e felinos. É uma doença tumoral que provoca feridas expostas e dolorosas nos animais.

“Nós do Instituto de Física de São Carlos sempre inovamos pesquisas de maneira expressiva e precisamos de uma maior interação e colaboração de veterinários-pesquisadores para liderarem projetos de pesquisas que envolvam a terapia fotodinâmica na medicina veterinária”, afirma a pesquisadora Layla Pires.

Terapia Fotodinâmica em animais silvestres

O médico veterinário e pesquisador colaborador do Núcleo de Pesquisa e Ensino de Fototerapia nas Ciências da Saúde (Nupen), Fábio Parra Sellera, em parceria com os veterinários do Aquário Municipal de Santos, Cristiane Lassálvia Nascimento e Gustavo Dutra, desenvolvem estudos envolvendo tratamentos e reabilitação de pinguins de Magalhães (Spheniscusmagellanicus) e tartarugas verdes (Cheloniamydas).

No caso dos pinguins, a Terapia Fotodinâmica é realizada para combater um tipo de infecção que acomete as patas dos animais, conhecida como pododermatite. Esta doença é encontrada na grande maioria dos parques e centros de reabilitação espalhados pelo mundo que abrigam estes animais.

Seu tratamento é muito complicado devido à pressão excessiva sobre os pés destes animais, o que ocasiona uma ferida crônica, que por muitas vezes infecciona.

“Atualmente não existe um tratamento padronizado para esta doença, porém os resultados obtidos com a terapia fotodinâmica tem se mostrado promissores”, afirma o médico veterinário Fábio Parra Sellera.

As tartarugas marinhas apresentam um tipo de tumor conhecido como "fibropapilomatose", geralmente correlacionado a áreas costeiras poluídas e de alta densidade humana. Sua etiologia ainda é incerta e muitos animais vem sendo encontrados mortos nas praias ou extremamente debilitados pela doença. Estes tumores podem se alojar em qualquer parte do corpo, principalmente na base das nadadeiras, cauda,pescoço, cabeça e olhos.

Em estágio avançado da doença, os animais acometidos ficam fracos, anêmicos e alguns até cegos. Na grande maioria dos casos a solução é a remoção cirúrgica dos tumores.

“Nossas pesquisas tem evidenciado que a terapia fotodinâmica é uma alternativa viável para tratar estas lesões, principalmente devido à facilidade de realização da técnica. Infelizmente poucos estudos são realizados na medicina veterinária, mas com certeza esta técnica se tornará essencial e indispensável para médicos veterinários em um futuro próximo”, afirma o médico veterinário Fábio Sellera.

Fotodinâmica e suas vantagens

A terapia fotodinâmica consiste na associação de um agente fotossensibilizador, normalmente exógeno, e uma fonte de luz com o objetivo de provocar morte microbiana. Na medicina veterinária é muito usada no tratamento de feridas crônicas e agudas, dermatites, mastites e otites.

Corantes utilizados nesta terapia possuem estrutura similar à da clorofila e à da hemoglobina, pois são moléculas com um anel heterocíclico.

“Na veterinária se utilizam protocolos similares ao de clínica humana, mas como as lesões estão em campos mais contaminados (por se tratarem de animais sem controle de higiene e desinfecção), normalmente se utilizam mais sessões de aplicação do que as que costumamos usar em humanos”, afirma a doutora e coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Ensino de Fototerapia nas Ciências da Saúde (Nupen), Luciana Almeida Lopes.

Com relação às vantagens, o procedimento pode ser repetido várias vezes por ser um tratamento muito eficiente, rápido, relativamente barato e simples de usar, além de ser uma técnica não invasiva, pois não causa desconforto ao animal. Devido a esta praticidade, a medicação oral deixa de ser aplicada.

“O dono o animal não tem quem ficar administrando medicação nem oral, nem tópica. A ferida cicatriza rápido. Animais idosos, imunodeprimidos, com problemas renais e hepáticos são beneficiados por não usarem medicação sistêmica. Hoje queremos o que há de melhor para nossos animais e a tecnologia é bem vinda em todas as áreas”, afirma o veterinário Alexandre Botelho.

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