mostrar mensagem ]

Comunicados Oficiais - UNIARA (COVID-19)

Em virtude da pandemia global de COVID-19, as atividades da Universidade de Araraquara - Uniara sofreram alterações.

Clique aqui e confira todos os comunicados oficiais da Instituição.

ocultar ]

UNIARA

Ageuniara

Desafio da ONU para o trânsito apresenta resultados positivos no Brasil

Por: ILONÍ KOMMERS BARRIENTOS

03/05/2013

O desafio da ONU com “A Década de Ações para segurança no trânsito” apresenta resultados positivos. São Paulo destrona o número de mortes no trânsito.

A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou, em março de 2010, a resolução A/RES/64/255 através da qual proclama “A Década de Ações para segurança no trânsito”; cujo objetivo é, em um primeiro momento, estabilizar o número de mortes nas vias públicas, e na sequência, diminuir esse dado estatístico.

A Polícia Rodoviária de São Paulo trabalha com “ênfase em seis prioridades: o uso do cinto de segurança, a coibição do excesso de velocidade, a não ingestão de álcool pelos condutores de veículos, a ultrapassagem somente em local permitido, a condução responsável de motocicletas e a preservação da vida de pedestres pela diminuição de atropelamentos”, e assim, derrubou o número de mortes no trânsito entre 2011 e 2012, conforme a Tenente da Polícia Militar, Fabiana Pane, Chefe do Setor de Assuntos Civis.

A Tenente explica que “o trânsito pode ser representado por um triângulo, cujos vértices constituem três condições essenciais para a segurança da coletividade: Engenharia, Esforço Legal e Educação. A Engenharia contempla melhores condições da malha viária, bem como investimentos relacionados à engenharia veicular. O Esforço Legal é a atuação fiscalizadora como mecanismo de inibição de condutas nocivas à segurança no trânsito. Já a Educação é a principal estratégia para sustentar mudanças comportamentais por parte de motoristas e também de pedestres”.

Apesar da "Voz do Brasil" noticiar, em 30 de abril passado, que dobrou o número de mortes por acidentes no último ano no país e do aumento do fluxo de veículos em São Paulo, mesmo assim o número de mortes no Estado em 2012 foi menor que o de 2011.

Em números absolutos, relata a Chefe, foram 2.327 no último ano contra 2.368 no anterior. Com tal resultado, a Tenente Fabiana ressalta que "não podemos aceitar uma marca de 2.378 pessoas mortas, como ocorreu em 2011, nem podemos nos tranquilizar e achar que já fizemos tudo que pode ser feito e aceitar que os 2.327 falecimentos em 2012 sejam um número admissível".

A policial garante que o compromisso da Polícia Rodoviária estadual permanece firme, "agora mais fortalecido pelo trabalho feito em 2012". "Cumpriremos o planejamento, buscaremos os índices a serem atingidos, agindo implacavelmente para reduzir estes números ano a ano. Para alguns parece pouco, ou quase nada, mas para quem luta contra a falta de cultura de segurança, reduzir mortes no trânsito é uma vitória”, enfatiza a policial.

Na região de Araraquara, o 3º Batalhão de Polícia Rodoviária criou um Observatório de Trânsito onde todos os tipos de acidentes são estudados. Com os resultados, são feitos planejamentos técnicos tendo por objetivo reduzir o número de mortes no trânsito, como propôs a ONU.

A 1º Tenente Danielly Priscila Nonis Gouvêa, chefe de seção Comunicação Social do 3º Batalhão de Araraquara, demonstra que devido a várias operações realizadas, houve redução nos acidentes com vítimas. Passaram de 86 vítimas em 99 acidentes ocorridos em 2011 para 67 vítimas em 2012, quando o número de sinistros se manteve.

No mundo, nestes dois anos, a colheita é pequena. No momento da proclamação da década para ações de segurança no trânsito pela ONU, em 11 de maio de 2011, 182 países se engajaram para juntos salvar milhões de vidas; muitos governos, como o da Nova Zelândia, do México, da Rússia e da África do Sul assumiram o compromisso de tomar novas medidas para baixar o número de mortes. E outros chefes de Estado, como da Austrália, do Camboja, da Etiópia, da Indonésia, do Kuait, da Malásia, do México, da Nigéria, do Uzbequistão, das Filipinas, da Eslovênia, do Siri Lanka e do Vietnam, organizaram manifestações de grande envergadura e publicaram seus planos nacionais tangentes ao desafio.

Entretanto, em 14 de março deste ano, dos 182, somente 28 países apresentavam um conjunto de leis para o trânsito que cobrem completamente os principais fatores de risco, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde(OMS). Isto engloba apenas 7% da população mundial. O organismo internacional considera que as medidas devem evoluir muito mais se há o desejo real de reduzir o número de mortes no trânsito.

No Brasil falta muito quanto à educação no trânsito, que deveria começar na mais tenra idade, dizem os próprios motoristas. Falta responsabilidade pessoal para mudança de comportamento afirmam autoridades de trânsito e usuários. E falta também a conscientização para utilizar o transporte público e não o individual.

Esse último ficou ainda mais enfatizado quando a presidente Dilma Roussef continuou com a política fiscal que facilitou, ao povo, a aquisição de automóveis, pois incitou o uso de um maior número de veículos em todo o país. Atitude contrária a de países participantes da pesquisa e do plano proposto pela ONU que tem como um dos pilares de ação incentivar o uso e as condições do transporte coletivo.

Destaques:

Reportagens recentes:

Todas as reportagens

Reproduzir o conteúdo do site da Uniara é permitido, contanto que seja citada a fonte. Se você tiver problemas para visualizar ou encontrar informações, entre em contato conosco.
Uniara - Universidade de Araraquara / Rua Carlos Gomes, 1338, Centro / Araraquara-SP / CEP 14801-340 / 16 3301.7100 (Geral) / 0800 55 65 88 (Vestibular)
N /ageuniara/